sábado, abril 30

a angustia do adepto na ânsia de que a sua equipa ganhe o campeonato

Em Fever Pitch, um dos mais idiossincráticos e divertidos livros de Nick Hornby, o autor confessa-se um adepto fanático da sua equipa - o Arsenal - e como tal incapaz de avaliar com total imparcialidade as incidências dos jogos onde a sua equipa actua. A essência do adepto é a vontade de que a sua equipa ganhe, no matter what. Hornby vai mesmo ao ponto de afirmar que se a sua equipa ganhar com penalties duvidosos, cartões vermelhos e golos no último minuto, melhor. Hoje foi um desses jogos para mim. O Benfica ganhou e isso é que interessa. Aqui imaginem um smile amarelo a fazer uma piscadela de olho.

sexta-feira, abril 29

ainda a promoção dos Açores

Quando aqui há dias apresentei a minha critica à nova campanha de promoção dos Açores na imprensa estava longe de imaginar o tumulto que tal opinião podia provocar. Numa sequência variada de comentários, inúmeros foram os argumentos que lançaram contra mim, desde os mais sensatos e verdadeiros até aos mais estúpidos e descabidos. Por fim, inevitável e anonimamente, também o fantasma da independência e dos Açores para os Açorianos foram levantados num acto que acima de tudo me entristece. Para que fique claro o alvo primeiro do meu texto era a campanha em si e o que a ela está subjacente. Fazer passar a ideia, a quem não conhece estas ilhas, que os Açores são um paraíso natural virgem e absolutamente belo é falso e dever-se-ia antes criar uma campanha de informação que apresentasse os Açores em toda a sua diversidade e riqueza mas de uma forma verdadeira e original. O que está aqui em causa é o seguinte: quem conheça verdadeiramente este arquipélago sabe que são mais as diferenças do que as parecenças, sabe que não somos bafejados por um clima maravilhoso, e principalmente que no que ao turismo diz respeito ainda são muitos os passos a dar antes de podermos mesmo reclamar o epíteto de destino turístico. Devo dizer que sou de facto capaz de apresentar mais de 25 razões de desilusão numa visita aos Açores. Não o farei aqui por que sei também do efeito nefasto de tal resenha. Mas no meu entender é imperioso que todos os açorianos tenham também consciência destes factos negativos a seu respeito. O mais importante traço de carácter de uma sociedade que deseje caminhar para o desenvolvimento é o espírito crítico. Se não forem os próprios açorianos a pensarem-se a si próprios de uma forma critica e insatisfeita ninguém o fará por nós e a ausência desse pensamento é o primeiro passo para a estagnação e o fim. Saber olhar em volta com vontade de melhorar é a única coisa que nos pode fazer progredir. Recuso-me a aceitar que uma determinada ideia de Açores seja a "vaca sagrada" do pensamento sobre as ilhas e que não possa ser contestada, criticada e, em última instância, derrotada. A maioria das leituras da minha critica à campanha publicitária dos Açores tomaram a parte pelo todo e partiram em defesa do que nunca tinha sido atacado. Até de ananases se falou, imaginem. Só alguns perceberam que o cerne da minha critica é o facto de nos Açores se estar a tratar a questão do turismo construindo a casa pelo telhado. Falta, urgentemente, um esforço de investimento na nossa cultura, no nosso património, no ambiente, nos serviços, na educação e formação de profissionais nas diversas áreas, directa e indirectamente, ligadas ao turismo, falta uma monstruosidade de aspectos dos quais ninguém fala alguns dos quais são tão básicos como não deitar lixo na rua, ou saber dizer bom dia a um estranho. Os Açores são o sítio onde escolhi viver, pretendo fazê-lo com amor, mas essencialmente com vontade de mudança e critica construtiva. A razão por que o fiz, ou faço, só a mim me diz respeito. Quando deixarmos de saber mudar o que está mal desistimos de ser. Não sei para onde vou, mas sei que não vou por aí.

quinta-feira, abril 28

a tarde e a más horas

O autor diz-me que não vai mudar as nossas vidas - pois não! Mas, gosto deste comeback, desta partilha e deste amigo. Não há nada para agradecer...a não ser o contacto via post.

PDL - FICÇÕES



Em 2 de Abril de 1546 a Vila de Ponta Delgada foi, por Alvará Régio de D.João III, elevada a Cidade.

As pedras com que se presta tributo a esta honra, regiamente outorgada e merecida, há muito que têm vindo a pavimentar uma estrada rumo à modernidade. Trata-se de uma obra sempre inacabada. Todavia, é uma obra que se renova na ambição de rasgar novos horizontes para a cidade, outrora acomodada na quietude da «enseada que tinha a seus pés, com os seus pequenos cais de chegada e de partida» cismando, «atentamente, a fragilidade dos pequenos botes e as lanchas que levavam e traziam os passageiros dos grandes paquetes ancorados lá fora no mar» e, suspirando, «pelos pequenos veleiros acostados, que também os havia e que teimosamente lá iam de ilha em ilha, no destruir de barreiras que o mar impõe a quem nasce ilhéu.» (Ana Maria Netto Viveiros; «Ponta Delgada a minha cidade»).

Depois do ímpeto revolucionário do Século XIX o trilho da modernidade só seria retomado com fulgor após o 25 de Abril de 1974. Porém, no caso de Ponta Delgada importa sempre recordar que nos idos de oitocentos sedimentou-se nesta cidade a alma da Autonomia. Foi esta alma que, apesar das circunstâncias assaz adversas daqueles anos, justificou a adesão à Revolução Liberal em 1821, (com o pronunciamento de 1 de Março para a Independência de São Miguel do Governo da Capitania Geral de Angra), a instalação e funcionamento em 1833 do Tribunal da Relação dos Açores, a inauguração, em 1839, da Escola Médico-Cirúrgica de Ponta Delgada, bem como, em 1853, a abertura do Liceu Nacional de Ponta Delgada, a instalação do cabo submarino em 1893 e a publicação em 2 de Março de 1895 do «decreto da descentralização». É neste lastro progressista que a cidade de Ponta Delgada em particular, e os Açores em geral, vão buscar os pergaminhos com que alimentam a ambição de ir mais longe. Afinal «uma cidade é um corpo vivo e, como tal, nasce, cresce, torna-se adulta, envelhece, entra em decadência e por vezes acontece como aos astros, desaparece na obscuridade dos séculos. Com mais de quinhentos anos de idade, a minha cidade, neste momento, rejuvenesce debaixo dos nossos olhos. Torna-se realmente uma urbe do século XXI: com as suas casas de espectáculo, suas bibliotecas, sua Universidade.» Hoje, «Ponta Delgada tem-se tornado uma cidade branca como um corpo de mulher estendido na praia da baía que fecha o porto. Está ainda longe de possuir um talhe de impecável esbelteza, mas já não nos envergonha diante de estranhos. Apesar dos seus quinhentos anos de idade, ultimamente pôs-se a rejunescer, empenhada em ser moderna». (Fernando Aires, «Ponta Delgada Cidade»).

Em suma, neste espanto do Sec. XXI Ponta Delgada é uma «cidade inquieta, com uma agenda na mão, a tentar perceber qual é o seu próximo compromisso» (Nuno Costa Santos, «Um estrangeiro na cidade»). Hoje a nossa ambição enquanto cidadãos do mundo, aconchegados no defeso do Atlântico, é, além do progresso, a demanda de «uma envolvência de civilidade. Ou seja: progresso com cidadania dentro. Nada mais do que isso.»(idem.)

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«Ponta Delgada Ficções» é uma Edição da Câmara Municipal de Ponta Delgada que reafirma o acervo humanista, criativo, e crítico que Ponta Delgada sempre cultivou ao longo da sua história.

Esta obra, coordenada por Carmo Rodeia e José de Almeida Melo, integra as comemorações do 459º aniversário da cidade acolhendo no seu índice Adelaide Freitas, Ana Maria Netto Viveiros, Ângela Almeida, Fátima Sequeira Dias, Fernando Aires, Manuel Ferreira, Natália Almeida, Nuno Costa Santos, Rosa Goulart, Rosa Simas, Vamberto Freitas, Victor Meireles.

Deste elenco plural nos estilos e nas mundividências destaco a excelência da ficção de Ângela Almeida («A Páscoa de Margarida»), Fátima Sequeira Dias («Uma história de amor em Ponta Delgada») e de Victor Meireles («O Anjo») cujo texto, apesar de ser o último, merece que por aí se comece a leitura.

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quarta-feira, abril 27

Um inadmissível branqueamento.

A pesada herança
Correram trinta e um rápidos anos sobre o golpe de Estado que pôs fim ao Estado Novo.
Costuma dizer-se que a ditadura teve como chefes, Salazar e Marcello Caetano, mas não é verdade. Em 28 de Maio de 1926 foram os militares quem derrubou o regime democrático e quem governou ditatorialmente até 1933. Salazar foi apenas Ministro das Finanças, de 1928 até 1933, ano em que o poder lhe foi entregue pelo General Carmona, Presidente da República, que o dividiu com ele até que morreu, em 1951. De 1933 a 1968, Salazar governou o Império com pulso de ferro e, de então até 74, Marcello Caetano presidiu ao Conselho de Ministros sob a tutela do Almirante Américo Tomás, Presidente da República, que o nomeou e de quem infelizmente dependeu até ao derrube de ambos pelos militares de Abril, cansados de guerra e de maus pagamentos. É ainda costume dizer-se que o Estado Novo deixou uma pesada herança e, de facto, Salazar deixou 800 toneladas de ouro no Banco de Portugal, pelo que têm razão neste aspecto, pois não tinha dívidas.
Todavia, a herança mais importante que o salazarismo legou ao País foi, salvo erro, a convicção generalizada de que a ordem pública é indispensável, que o prestígio do Estado não é negociável e que este há de ser forte para não ter de ser violento. Foi isso que impediu, quero crer, durante 31 anos, que houvesse, em democracia, a mínima desordem pública, ou revoluções ou golpes de Estado, ou atentados. Pesada herança, de facto.
Carlos Melo Bento, in Crónicas do Aquém, Açoriano Oriental, Quarta-Feira, 27 de Abril de 2005


Dois dias depois do aniversário dos 31 anos da Revolução de Abril apresenta-nos o Açoriano Oriental este texto do Dr. Carlos Melo Bento que me levou a ficar mal disposto o dia todo e a perder o serão a copiá-lo e a escrever este post.
O inadmissível branqueamento da história que o Dr. Melo Bento pretende fazer nestes três parágrafos a coberto de uma mesquinha ironia não pode passar sem resposta. Com total leviandade o Dr. Melo Bento quer fazer-nos crer (ou quererá enganar-se apenas a si?), entre outras coisas, que as únicas heranças do salazarismo são um Banco de Portugal pesado de 800 toneladas de ouro e, veja-se, um respeito tornado inato no genoma português pela ordem e soberania do Estado. Esta ideia, todo este texto, do Dr. Melo Bento é uma afronta, uma afronta que tomo particularmente. Uma afronta à Revolução de 25 de Abril de 1974 e aos homens que a fizeram, uma afronta à História deste País. Salazar governou Portugal durante 40 anos, com algo mais do que apenas uma mão de ferro, com a supressão dos partidos políticos, com a censura, com uma polícia política atroz, com uma admiração envergonhada pela força disciplinadora de uma Itália fascista e de uma Alemanha nazi, com campos de concentração para os dissidentes e opositores do regime, com trabalho forçado para os desempregados, com o lento e progressivo afundar do País na extrema pobreza, com o assassinato do General Humberto Delgado, com praticamente a plenitude do poder na sua, apenas na sua, mão. A imagem monástica de Salazar não limpa o terror e a infâmia do seu reinado. Em quarenta anos e mais cerca de dez até 74 em que a tristemente celebre "Primavera marcelista" afundou ainda mais um País já de si agonizante, a Ditadura de Salazar transformou Portugal no mais pobre dos países da Europa, em guerra, vendo os seus melhores, ora partindo para a tortura do ultramar, ora fugindo para a emigração forçada, um País destruído economicamente, atrasado culturalmente, um País moribundo. É esta a herança de Salazar, Dr. Melo Bento. Uma pesadíssima herança, da qual ainda hoje, trinta e um anos depois, nos esforçamos por libertar, graças, fundamentalmente, à Revolução de Abril. Eu que nasci em 1974 esforço-me todos os dias para não me esquecer de isto. A Revolução de Abril foi o acordar de um País inteiro, provavelmente tarde de mais, para a esperança de um futuro melhor. Salazar foi um ditador, Portugal sofreu por isso. Abril é a vontade de melhor e de que essa herança nunca se repita.

P.S. Sei que o blogue não é, talvez, o sítio mais próprio para este desabafo pessoal, por isso peço aos meus colegas a sua bonomia, mas não podia deixar de dizer o que disse.

P.S. 2 A discussão sobre o turismo e a promoção do destino Açores continua noutro dia.
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Hoje

Congresso da Cidadania

DIA 27 | 21H00

TEATRO LAGOENSE

Conhecimento, Opinião e Comunicação Social

CONFERENCISTAS
Mário Bettencourt Resendes e José M. Paquete de Oliveira

MODERADOR
Gustavo Moura

Porque gosto eu tanto de arte?

A arte, como expressão cultural de um indivíduo, tem que ser vista, desde os primórdios, na arte de pintar a primeira parede de uma caverna, do cantar da primeira canção ou do contar da primeira história, como uma vantagem, uma "arma", nas batalhas da selecção natural. Não sendo uma actividade que, nesses idos tempo, tenha aumentado a capacidade de caça, ou de defesa, de um individuo, ou do seu grupo, levanta-se a pergunta sobre, qual a vantagem especifica que a prática de uma arte proporcionava, então, a um qualquer indivíduo, na sua árdua batalha de sobreviver e transmitir o seu gene?

Lancei-me na busca de dados que me respondessem a esta questão e dos dados adquiridos tenho que concluir que a vantagem recai, naturalmente, no foro da selecção sexual. O "artista" teria, portanto, desenvolvido uma "arma", equivalente à agilidade, ou à força, que lhe proporcionava uma maior capacidade de atrair, para procriação, um elemento do sexo oposto.

Olhando o mundo que nos rodeia, na realidade a resposta é óbvia. Olhando, por exemplo, no caso da cauda do Pavão (ave), ou da indumentária de Elvis (homem), dos óculos aos sapatos, passando pelos cintos, qual a vantagem, para o portador e transmissor de um gene, de tais expressões artísticas, senão a sua capacidade de atrair o elemento sexual complementar e permitir a transmissão, para uma geração seguinte, do seu código genético?

Arte é, portanto, sexo, meus caros, mas alguém desconfiava que poderia ser outra coisa?

Bibliografia; Indivíduo Pré-Histórico, Aristóteles, Descartes, Darwin, Freud, Duchamp, etc.

in Suplemento Cultural do Açoriano Oriental de terça-feira 26 de Abril

VOX POPULI

A semanada de excitações e reflexões, acondicionada entre aspas, para guardar e, de vez em quando, revisitar na persistência da memória.



«Mal da sociedade que dependa dos seus jornalistas para garantir a sua liberdade de acção e expressão ou a sua igualdade de oportunidades e perante a lei. E, da mesma forma, quanto mais depressa se libertarem os jornalistas dessa pretensão de policiarem a democracia, mais depressa começarão a fazer o seu trabalho com decência, com competência técnica e com utilidade(...) Muito mau seria, na verdade, se a democracia alguma vez estivesse nas mãos destes homens.»
Joel Neto, segunda-feira 18 de Abril no Açoriano Oriental

«Todos sabiam ao que iam. Se se tratasse apenas de assinar a destituição dum rei vencido, seria mais fácil. Mas era muito mais do que isso. Era decapitar um amigo e companheiro de muitos anos, um chefe a quem, três ou quatro meses antes, se tinha aclamado e jurado fidelidade eterna. (...)Talvez tenha sido por tudo isso que, como o classificaram alguns dos velantes estranhos à família, o congresso social-democrata decorreu cinzento, triste, quase lúgubre.»
Alfredo Farinha, terça-feira 19 de Abril no Diabo

«Desde que fiz 30 anos, o segundo sítio para onde olho quando uma mulher me desperta a atenção é, invariavelmente, para o dedo anelar da mão esquerda.»
The Bird, sexta-feira 22 de Abril no Frangos para Fora

«Pode parecer um "pecado democrático" grave, mas não é. O número dos mandatos de políticos executivos, e não executivos, deverá ser limitado por força da lei independentemente da vontade popular. Porquê? Um certo "povo" sabe perfeitamente porquê, embora disfarce! (...)A eleição democrática de Hitler não legitimará jamais, só por si, o uso que ele fez da "vontade popular". Nem o "amor" dos madeirenses por Jardim pode legitimar a incapacidade sistémica de expressão das alternativas partidárias.»
Estevão Gago da Câmara, Sábado 23 de Abril no Açoriano Oriental

«Se vivêssemos num mundo ideal, seriam os próprios "mecanismos democráticos" a garantir a tão desejada qualidade. Porém, a realidade mostra-se contrária: vivemos numa democracia pouco participada, pouco motivadora, e consequentemente pouco "dinâmica" e apetecível! Terá sido essa visão de conceber uma Democracia "dinâmica" que, supomos nós, terá levado a impor limites ao exercício de cargos públicos, como é de resto o caso da própria Presidência da República.»
Rui Ramos, Domingo 24 de Abril no Correio dos Açores

«Concordo que, por razões coqueteleiras me agradaria haver um Papa Martini; já que não há nenhum cardeal Campari. Seria divertido classificar as encíclicas como extra dry.»
Miguel Esteves Cardoso, Domingo 24 de Abril no Diário de Notícias

«Distância, em quilómetros, percorrida pelo Papa João Paulo II em 104 viagens oficiais ao estrangeiro de 1978 a 2005: 1250000.»
Paulo Anunciação, o índex de Domingo 24 de Abril na Pública

«Há hoje uma falsa democracia em Portugal - uma ditadura da burguesia de fachada democrática. (...)não estamos em condições de dizer quanto tempo será necessário para resolver esta alternativa entre a barbárie e o socialismo.»
Vasco Gonçalves, segunda-feira 25 de abril no Público

«Arte é, portanto, sexo, meus caros, mas alguém desconfiava que poderia ser outra coisa?»
António José de Almeida, terça-feira 26 de Abril no Suplemento Cultural do Açoriano Oriental

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«A Lagoa não será um dormitório de Ponta Delgada, pelo contrário, atrevo-me a dizer que é Ponta Delgada que se arrisca a ser um dormitório da Lagoa.»
João Ponte, Presidente da Câmara Municipal de Lagoa no #1 do NELAGnews

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terça-feira, abril 26

promover os Açores

Creio que leva já cerca de um mês de rua a nova campanha de promoção do destino Açores na imprensa portuguesa. Tenho na minha frente a última edição da revista Pública onde, a páginas tantas, uma enorme mancha de verde, num maravilhoso Photoshop, nos invade a retina com a promessa de Açores. Uma promessa que ainda inclui magia para lá da imaginação, rostos espelhados nas águas, cascatas prodigiosas, juventude em fulgor, verdes mais verdes e isto, querem que acreditemos, são os Açores. Mentira. É tudo mentira e é preciso dizê-lo. Os Açores são verdes, mas não são este verde. Os Açores são mar, mas estão de costas voltadas para ele. Os Açores são belezas naturais deslumbrantes, mas correm rapidamente para deixar de o ser. Continuamos a querer vender-nos como se este fosse o mais mágico dos locais da terra, que me perdoe o Pico, mas é mentira. Os Açores, com o seu enorme potencial turístico, são uma infinita miríade de pequenos estímulos e mais valias que não podem, acima de tudo não devem, ser esmagadas por esta falsa propaganda de magia maior que o Senhor dos Anéis. O problema está em que não se faz esforço nenhum em promover a nossa cultura, a nossa história, as nossas tradições, de uma forma atenta, construtiva, cuidada, e aliar isso à dita natureza e apresentar o conjunto como o cartaz turístico dos Açores. Continuamos a querer enganar o mundo com promessas vãs de luxúrias paradisíacas, depois os incautos turistas apanham uma semana inteira de borrasca sem absolutamente nada para fazer porque o nevoeiro não deixa ver um passo e é um aí Jesus. Turismo? Açores? Bah...

[RTP-a] o espartilho

Uma contestação "obsoleta"!... É deste tipo de atitudes e de "recomendações" que a vida política portuguesa não necessita. Os "recadinhos" partidários deviam ser, pura e simplesmente, banidos da cobertura jornalística diária. Será possível!? Duvido.

Tudo Bons Rapazes

domingo, abril 24

OS ANIVERSÁRIOS DA LIBERDADE


Salvador Dali - Paysage aux Papillons



«Abril é o mais cruel dos meses, gerando
lilases na terra morta, misturando
A memória e o desejo, atiçando
Raízes inertes com a chuva da primavera»


T.S.Eliot, A Terra Sem Vida


ABRIL, 1974. LISBOA

Para nós Portugueses, Abril é muito mais do que um simples mês do ano. A palavra adquiriu na língua Portuguesa contemporânea uma singular amplitude polissémica que, estranhamente, não é sublinhada no recente Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa. Abril significa liberdade e configura também uma qualidade - abrilista - associada a sentimentos democráticos e revolucionários. Dito isto, escolher para epígrafe do presente texto os versos de Eliot e não os de Ary dos Santos, destacar lilases em vez de cravos vermelhos, poderá ser politicamente incorrecto, mas é o que apetece fazer perante a sacralização oficial da efeméride: ver as coisas de outro ângulo.

Estou à vontade para assumir esta posição, porque nunca fui um saudosista do Estado Novo. A expectativa de ir para à guerra colonial assombrou a minha primeira adolescência e pulei de alegria naquela manhã de 25 de Abril de 1974 quando, chegado ao liceu no autocarro 38, soube pelos colegas que não havia aulas porque os militares estavam na rua. Tinha 20 escudos no bolso e decidi gastá-los na compra de cigarros para oferecer aos soldados. Deu para 4 maços de «Ritz», que distribui entre os oficiais milicianos junto à capela do Rato. Estava-lhes muito grato e ainda hoje estou, mas depois da recente litania abrilista em que subiram ao palco tantos ilusionistas da memória, já é tempo de chamar as coisas pelo seu nome.

O 25 de Abril de 1974 assinala o início da III República em Portugal. No calendário político do actual regime, trata-se de uma data compreensivelmente proeminente e fundacional, mas daí a considerá-la a «mãe de todas as coisas» - da liberdade, da democracia, do desenvolvimento, numa palavra, da modernidade - já me parece ser maior passo do que a perna. Dir-se-ia que o Portugal contemporâneo só tem trinta anos de idade quando, em boa verdade histórica, já caminha para os dois séculos de existência. Os políticos da III República, que sofrem de miopia intelectual, ignoram este facto mas, todos eles se armam em professores de História nos aniversários do 25 de Abril. Este ano até resolveram chamar um historiador para assumir as funções de Comissário das Comemorações mas, pelos vistos, nem isso serviu para alargar o compasso da reflexão histórica, pois o grande debate centrou-se sobre a travestização da Revolução, que saiu à rua maquilhada com a cosmética da Evolução. Não irei falar da célebre rasura do «R» de Revolução, sobre a qual tão ilustres penas da nação já escreveram o que havia a dizer, mas gostaria de abrir uma outra janela sobre o debate, a janela dos Açores sobre o passado longínquo do século XIX.


JUNHO , 1832. PONTA DELGADA.

A ilha de São Miguel viveu dias de frenesim revolucionário na Primavera de 1832. Ao largo do porto de Ponta Delgada, habitualmente coalhado de navios mercantes, viam-se os vasos de guerra da esquadra de D. Pedro IV que, como é sabido, reuniu nos Açores o dinheiro e as espingardas que abririam o caminho à implantação definitiva do Liberalismo em Portugal. Antes de soltar amarras rumo ao Porto a 27 de Junho, D. Pedro passou revista às tropas em São Gonçalo, nos arrabaldes de Ponta Delgada. Embora ninguém tenha registado por escrito as palavras da sua arenga aos soldados, sabe-se de fonte seguras que aí foram gritados Vivas à Carta (Constitucional) e à Liberdade. Mais tarde, a 2 de Janeiro de 1833, em pleno cerco do Porto, quando a conquista das liberdades se fazia com sangue e a tiros de canhão, D. Pedro escreve à Câmara de Ponta Delgada recomendando «a construção de uma Alameda no belo sítio de São Gonçalo(...)para perpetuar a memória da (sua) estada nessa ilha(...) e para fazer lembrar aos vindouros o quanto o seu Governo interessou à Nação Portuguesa».

Provavelmente porque os micaelenses queriam era ouvir falar da construção de Docas e não de arranjos urbanísticos, sucessivas vereações camarárias fizeram orelhas moucas à sugestão do Libertador e, até hoje, se exceptuarmos uma discreta placa toponímica à entrada do Relvão, a projectada Alameda ainda se encontra por construir. É obra.

Entre os 7.500 «bravos do Mindelo» que marcharam no Relvão, encontravam-se outro tipo de «jovens capitães», com patente de soldado. Alguns deles eram nomes conhecidos, como Alexandre Herculano e Almeida Garrett, outros nem tanto, caso dos milhares de açorianos que depois acompanharam a expedição liberal.

Em 1901,quando D.Carlos, de visita à ilha, inaugura uma exposição no campo do Relvão, ainda cumprimentará um desses açorianos que combateram no cerco do Porto sob as ordens do seu bisavô, D. Pedro. A imprensa que fez a cobertura da visita régia destaca o pitoresco do encontro, porém nem sequer se dá ao trabalho de identificar o velho combatente. Era, no sentido literal e metafórico do termo, um soldado desconhecido. De resto, nos dias que correm, o próprio evento revolucionário que esse homem simbolizava já se vai tornando, ele próprio, desconhecido de todos nós.

A ilha Terceira poderá ser muito dada a festas e a touros, mas, pelo menos, possui uma Memória. São Miguel, que também contribuiu com a sua quota para a conquista da liberdade, que viu nela depois nascer alguns dos homens que mais marcaram a nossa modernidade oitocentista - Antero de Quental, referência histórica do socialismo e Teófilo Braga, o grande ideólogo do republicanismo - teria todas as razões para erigir um monumento semelhante no campo do Relvão. Um memorial à Liberdade e às sucessivas gerações que por ela lutaram para que os pais, filhos e netos do 25 de Abril compreendessem o verdadeiro sentido das palavras de Cícero: «somos apenas anões aos ombros de gigantes.».


Post-Scriptum Além disso, se me é permitido o alvitre á Dr.ª Berta Cabral, teria esta vereação camarária de Ponta Delgada uma excelente oportunidade para acertar as suas contas com a história.
Carlos Guilherme Riley, na Aula Magna do Açoriano Oriental de 3 de Maio de 2004.

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(N.E.: Esta sublime lição de História e delicioso naco de prosa deu origem a penosas conversações e negociações que mais tarde vieram a redundar na contratação deste «ponta de lança» para reforço do nosso blog. Neste caso, orgulho-me de ter sido o «manager» deste blogonegócio pois, como já se sabia, o Carlos Riley é uma das penas mais insignes da nossa praça.)

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Pedro Mantorras


Mantorras resolve

em Ponta Delgada

Concerto dos Gaiteiros de Lisboa, às 21h30, no Teatro Micaelense. Destaque para os instrumentos originais - «Tudo o que tenha um som invulgar nos interessa. Esse desafio acústico é o único purismo a que nos mantemos fiéis» por Carlos Guerreiro.

FESTA DA MÚSICA 2005

Último Dia

Parabéns MUCHI

as minhas primeiras palavras num blog são para ti, parabéns ...belinha

sábado, abril 23

Uns estão por aí os Outros não têm Medo

A corrida sucessória ao vazio deixado livre por um dos maiores "energúmenos" (obrigado Rui!) da Democracia do pós-25 de Abril. + aqui.

DIA MUNDIAL DO LIVRO 2005

BICENTENÁRIO DA MORTE DE BOCAGE
A frouxidão no Amor é uma ofensa,
Ofensa que se eleva a grau supremo:
Paixão requer paixão, fervor e extremo
Com extremo e fervor se recompensa.

Vê qual sou, vê qual és, vê que dif'rença!
Eu descoro, eu praguejo, eu ardo, eu gemo,
Eu choro, eu desespero, eu clamo, eu tremo,
Em sombras a Razão se me condensa.

Tu só tens gratidão, só tens brandura,
E antes que um coração pouco amoroso
Quisera ver-te uma alma ingrata e dura.

Talvez me enfadaria aspecto iroso,
Mas de teu peito a lânguida ternura
Tem-me cativo, e não me faz ditoso.


Bocage, Obra Completa, volume I - sonetos, edição de Daniel Pires, Lisboa, Edições Caixotim, Obras Clássicas da Literatura Portuguesa, 2004

Menos bananas na ilha Terceira

sexta-feira, abril 22

LOMO

2ª feira, 25 de Abril, vamos todos divertir-nos com uma Lomo no Concurso Fotográfico LOMO.
É só levantar uma máquina e um rolo na CMP De Ponta Delgada e toca a disparar segundo as dez regras da lomografia:


1- LEVE A SUA LOMO ONDE QUER QUE VÁ
2- USE-A A QUALQUER HORA DO DIA E DA NOITE
3- A LOMOGRAFIA NÃO INTERFERE NA SUA VIDA, TORNA-SE PARTE DELA
4- APROXIME-SE O MAIS POSSÍVEL DO OBJECTO A FOTOGRAFAR, SE ASSIM O DESEJAR
5- NÃO PENSE, FOTOGRAFE
6- SEJA RÁPIDO
7- NÃO PRECISA DE SABER ANTECIPADAMENTE O QUE FOTOGRAFOU
8- NEM DEPOIS
9- FOTOGRAFE DE QUALQUER ÂNGULO
10- NÃO SE PREOCUPE COM QUAISQUER REGRAS

OS LOMÓGRAFOS, DETENTORES DE UM FANÁTICO VOYEURISMO DO QUOTIDIANO, CONVIVEM COM ESTAS DEZ REGRAS


EU VOU BRINCAR COM UMA DESTAS


COLORSPLASH > 1 LENTE > FLASH > FILTROS COLORIDOS > 1 FOTOGRAFIA

Curtas

Felizmente, a MUU não está nesta contenda: novas formas de cinema; novos realizadores; novos formatos; novas linguagens; a formação de novos públicos e colmatar a escassez de oferta cinematográfica (interessante ou que nos interessa). A 3ª Mostra arranca já em Maio na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada. Mais informações nos próximos dias.

Tinto Duelo

O Mário ganhou, diz ele, este Duelo. Quem não ganhou foram as 2 amigas que estão mais lá atrás...Tinto para que te quero!

quinta-feira, abril 21

NEWS

O Núcleo de Empresários da Lagoa distribui hoje, gratuitamente, o 1º número da sua newsletter trimestral "NELAGnews".
16 páginas de bom design, muito bom papel e boa impressão.
E mais não posso dizer, porque lhe falta a ficha técnica.

DOUGLAS COUPLAND

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O guru da Geração X está de regresso! «Eleanor Rigby» é o último livro de Douglas Coupland editado entre nós pela Teorema. Já disponível na Bertrand por 17,68. Enquanto degusto mais uma receita de Douglas Coupland aqui deixo os ingredientes do último livro do mesmo com que me deleitei.

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"GOD IS NOWHERE | GOD IS NOW HERE | GOD IS NOWHERE | GOD IS NOW HERE"

E Deus disse: «faça-se luz»! Para os criacionistas o Génesis nada tem de lírico e o «fiat lux» é efectivamente o ponto originário do Mundo e nunca o Big Bang.

Atormentado com outras questões metafísicas temos de regresso Douglas Coupland com um magnífico livro de seu nome «Ei Nostradamus!». Douglas Coupland é incontornável na literatura de fim de século e um autor seminal da Geração X. Não será assim exagero tabelar a mais recente criação literária como A.C. e D.C., ou seja, antes de Coupland e depois de Coupland.

O autor da trilogia de obras primas que o são «Geração X», «A Vida depois de Deus», e «Coma Profundo», está de volta após ter feito a travessia do deserto com obras menores. Cumprida a penitência «Ei Nostradamus!» é a profecia cumprida que os seus acólitos esperavam. Nela o autor em quatro «evangelhos» expõe uma geração globalizada que, apesar de tudo, não foi salva pelo bem estar e demanda assim o sentido da espiritualidade. Neste mundo dessacralizado e consumista faz sentido que «(...)Deus nunca te envia uma tentação que não sejas suficiente forte para combateres.(...) No fim , somos julgados pelos nossos actos, e não pelos nossos desejos». Afinal não é verdade que a mefistofélica máxima sempre aconselhou que a melhor forma de ablação de uma tentação está em não lhe oferecer resistência?

É assim num cenário de humor negro, assombrado pela memória do massacre dos columbine shootings, que vão passando os cromos da Geração X. Uma delas, no limiar do último estertor ferida de morte na sua espiritualidade, escreve a azul claro: «Deus não está em lado nenhum / Deus está aqui agora».

Se nas obras anteriores o escritor talhou os contornos de uma geração à deriva agora no seu regresso as suas personagens continuam na demanda de um sentido para as suas vidas. Se Deus é ou não companheiro nesta peregrinação existencial cabe a cada um de nós a revelação.
Um dogma pelo menos partilhámos com Douglas Coupland que tem a humildade de aceitar que o que quer esteja «out there» é mais vasto do que a nossa simples e irrepetível humanidade. God Speed DC.
...

texto publicado no #13 da Revista :Ilhas.

VOX POPULI

A semanada de excitações e reflexões, acondicionada entre aspas, para guardar e, de vez em quando, revisitar na persistência da memória.



«Quem deixou que o Santuário do Senhor Santo Cristo fosse transformado em covil de putas e ladrões, de bêbados e arruaceiros, que de manhã à noite incomodam, insultam e agridem toda a gente, incluindo os necessários turistas, crianças, senhoras jovens e menos jovens e todos os outros? Quem se desinteressou por impor o respeito que se perdeu pela lei, pela moral, pelos bons costumes e permitiu que a ralé mais repugnante faça o que normalmente faz toda a ralé em qualquer parte do mundo? Não pune a lei com prisão o que vilipendiar acto de culto de religião ou dele escarnecer?»
Carlos Melo Bento, quarta-feira 13 de Abril no Açoriano Oriental

«Portugal vive entre o fado e a tanga. Sofre pelo passado, não dorme por causa do presente e já nem sequer consegue sonhar com o futuro.»
Fernando Sobral, sexta-feira 15 de Abril no Jornal de Negócios

«...alguns peritos retiram uma conclusão de que o PSD é um bando de loucos, absolutamente irreformável, e outros a de que Marques Mendes tem ainda uma hipótese ténue e teórica de o reformar, presumivelmente com a ajuda de um exército de psiquiatras.»
Vasco Pulido Valente, Sábado 16 de Abril no Público

«Numa terra qualquer existe uma procissão religiosa (existem mais, mas esta é a melhor) em honra do filho de Deus, onde os políticos (sem "petulantes originalidades") aparecem por causa dos níveis de popularidade, votos e comprarem mais uns favores (na América chama-se "kickbacks" e é crime). Como bostas de ansiedade em digressão contínua, estes políticos confundem a fé dos outros com o mais grosseiro aproveitamento político (o povo é muito ignorante, pobre, desgraçado e só vota em quem se masturba em procissões católicas romanas apostólicas)... O ano passado, momento de excitação imperial, até existiu a foto de Deus de um lado com a de um candidato do outro num folheto de boas vindas!»
António João Correia, Domingo 17 de Abril no Resistir

«Ele era tudo o que se podia desejar de um homem: solteiro, heterossexual, e fumador!».
Carrie Bradshaw, personagem de Sarah Jessica Parker em «Sex and the City», segunda-feira 18 de Abril na Sic Mulher

«Cari fratelli e sorelle, dopo il grande papa Giovanni Paolo II i signori cardinali hanno eletto me, un semplice e umile lavoratore nella vigna del Signore.»
Joseph Ratzinger ou Benedetto XVI, terça-feira 19 de Abril citado no Corriere Della Sera

«Da vinha de Deus nunca provei uma gota. À cautela fico-me pelos do Alentejo e do Douro.»
Rui Coutinho, terça-feira 19 de Abril na Caixa de Comentários do :Ilhas

«Já no Antigo Testamento (Eclesiastes XL, 20) se refere que vinum et musica laetificant cor, ou seja, "o vinho e a música alegram o coração".»
José Bento dos Santos na última edição da Revista Egoísta

«Isto de o cardeal Ratzinger ter sido eleito na véspera do aniversário de Hitler configura, mais do que um caso flagrante de germanofilia, um verdadeiro "crime contra a Humanidade".»
Bruno Oliveira Santos, quarta-feira 20 de Abril no Nova Frente

...

quarta-feira, abril 20

em Lisboa

Concerto dos Six Organs of Admittance e Joanna Newsom no LUX. O teledisco de Sprout and the Bean do disco "The Milk-Eyed Mender" de Joanna Newsom - captou-me a atenção, durante uma noite destas, enquanto vagueava pela SIC Mulher. Voz doce, assustadoramente infantil, delicada, frágil e melancólica. Sonoridade tremendamente pacificadora mas que perpassa ou manifesta um espírito irrequieto. Influências de Kate Bush, Bjork e sobretudo Stina Nordenstam. Uma Harpa ao serviço da New Weird America Scene, ao lado de nomes como os de Cocorosie e Devendra Banhart. Outra noite em branco...

DESCUBRA A DIFERENÇA

boas notícias

"...Il presidente del Consiglio Silvio Berlusconi avrebbe deciso di dimettersi. A sostenerlo il caporuppo di Forza Italia al Senato Renato Schifani, secondo il quale il presidente del Consiglio avrebbe comunicatro ai senatori azzurri che nel discorso che il capo del governo terrà al Senato alle 15.30 manifesterà la sua volontà di lasciare la guida dell'esecutivo..."
in Corriere della Sera

Agora é a hora de Romano Prodi.

GRANDE OPORTUNIDADE

Produção de peça de Teatro Musical, precisa (m/f) de actores para audição.
Telm. 912 724 262

terça-feira, abril 19

queria que o mundo avançasse

Como não crente, o sentido da minha observação era mais num âmbito geral de influência no mundo, principalmente no nosso mundo ocidental judaico-cristão, do que propriamente no campo da Igreja Católica Apostólica Romana e dos seus fieis. A mim, enquanto laico, interessava-me uma Igreja que soubesse dar ao mundo um sinal de progresso, de mudança num sentido de abertura aos novos tempos. Bem sei que não há Igreja sem dogma, mas o mundo que amo é um mundo relativo onde várias verdades coabitam e, queria eu que, em harmonia. Este Papa, que hoje foi votado, na graça de Deus, não é, a meu ver, um sinal para o mundo no sentido da necessária conciliação entre verdades opostas. Posto de outra maneira: eu não sou americano, mas quis que os americanos votassem em John Kerry, eu não sou francês, mas quero que os franceses votem sim à Constituição Europeia. Era este o sentido do meu apelo a que o mundo avançasse.

Que o céu nos caia sobre a cabeça...

Acabei de descobrir, atravès do Pedro, claro, um MUST da mini blogosfera açoriana.Uma bichinha cheia daquilo que deviamos ouvir, de vez enquando. Mas que pena que este nosso "amigo" não tenha coragem de nos dizê-lo na cara. Força meu insectozinho rastejante, não faltam sotãos com telhados de vidro, de madeira digo, para satisfazer o teu anonimato. Força!

Pulando e avançando...

A maior parte das pessoas com quem convivo não professa, ou não pratica, nenhuma fé religiosa.
Queixamo-nos da Igreja Católica Romana, vivemos constantemente os seus defeitos, realçamos os seus erros históricos. Exigimos que ela avance, aos pulos, no sentido que nos acalme a consciência.
Teria lógica a Igreja professar a aceitação do aborto? Seriam mais de nós professos católicos se a Igreja de Roma não levantasse nenhuma objecção a esse acto voluntário? Seria essa uma melhor Igreja? Será uma mulher, que assim o queira ser, menos católica, se, de livre consciência, voluntariamente escolher interromper uma gravidez, sem a bênção dessa mesma Igreja?
Teria lógica a Igreja professar a aceitação do casamento, como instituição religiosa, entre homossexuais? Seriam mais de nós professos católicos se a Igreja de Roma negasse o divino, e a diferença, da união de pessoas de sexos diferentes? Seria essa uma melhor Igreja? Será um crente, que assim o queira ser, menos católico se, perante o mundo dos Homens, oficializar a sua relação com um parceiro do mesmo sexo, sem a bênção dessa mesma Igreja?
Teria lógica a Igreja professar a aceitação do acto sexual entre os Homens como uma coisa banal, casual e sem consequência? Seriam mais de nós professos católicos se a Igreja de Roma não defendesse a capacidade que o ser humano tem de elevar o acto sexual para além do mundo animal? Seria essa uma melhor Igreja? Será um homem, que assim o queira ser, menos católico se, como acto de amor pela sua companheira, usar um persevativo num acto sexual, sem a bênção dessa mesma Igreja?
Não perdendo a inteligência de reconhecer que a Igreja Católica, uma instituição milenar, cometeu erros e vive erros, a lista de perguntas poderia ser muito longa. Mas que tipo de Igreja queremos. Para onde, e por quem, teria esta Igreja que pular e avançar para que nos sentíssemos chamados, nos dias de hoje, a professá-la e praticá-la.

ainda não é desta que o mundo pula e avança

Joseph Ratzinger, Benedito Bento XVI.

não há dúvida que estamos perante a mais conservadora das instituições humanas.

Actualização: ao que parece aquilo que em italiano se diz Benedetto e em inglês se diz Benedict em português diz-se Bento, temos mesmo uma lingua muito à frente.

Habemus Papam


foto Corriere della Sera

Ode ao bom jornalismo que se faz em Portugal

"'Açoriano Oriental' nasceu há 170 anos das lutas liberais

O mais antigo jornal português comemorou, ontem, 170 anos de existância.
...
Sob o tema Comunicação Social nos Açores foram convocados a elaborar o suplemento João Berto Freitas, Urbano, Nina Medeiros, Carlos Mota, Daniel de Sá, Joel Neta, Maria Graça Silveira, Natália Almeida, Nuno Costa Santos, José Nuno Câmara Pereira, Nuno Vieira Faustino, Onésimo Teotónio de Almeida, Soares Sousa e Victor Rui Dores."

Paula Mourato
in Diário de Noticias, 19 de Abril 2005

toca a substituir as madeiras por ferro

a ideia original é minha, já tinha inclusive feito um template e registado o nome, mas é o que dá a preguiça, alguém se antecipou e começou a roer a coisa. O Blogue da Térmita. Pedrinho e Arrudinha, só pode ser carinho...

CdG

informação a quem possa interessar:
Por constrangimentos vários, resultantes da greve dos funcionários da RTP - e por isso alheios à equipa de moderador, comentadores e cronistas -, não terão lugar as emissões do Choque de Gerações previstas para 19 e 26 de Abril.

O programa volta a 3 de Maio, prosseguindo depois, ao ritmo normal de um por semana (terças-feiras à noite, repetição às quartas-feiras ao final da tarde), até ao final da temporada.

"o" verdadeiro [acto patriótico]

Um quadro com selos representando o presidente George W. Bush com uma arma apontada à cabeça está patente na galeria de arte Glass Curtain (EUA). A peça "Acto Patriótico" faz parte de uma exibição de falsos selos, elaborada por vários artistas, sob o título - Axis of Evil: The Secret History of Sin. Esta colecção em particular mereceu a atenção de dois agentes dos serviços secretos norte-americanos que visitaram o local momentos antes da abertura ao público para tirarem fotografias a algumas das obras.

segunda-feira, abril 18

La Grande Bouffe

João Nuno, não só por sábado mas também, muito obrigado!...

...



Depois da entrevista exclusiva de D.José Policarpo (às 21 horas e 25 minutos Local Time no Canal 1 da RTP) é tempo de rever, às 22 horas Local Time e também na RTP-1, o clássico "The Shoes of the Fisherman" com Anthony Quinn no lugar do Papável (a língua Portuguesa é perigosamente polissémica!) e ainda Laurence Olivier, Vittorio De Sica e John Gielgud... só para elencar alguns dos princípes desta fita.

(só falta postar a minha aposta no próximo Papa que, seguramente, não seria D. José Policarpo, cujo vicío tabagista poderia redundar num nome de mau gosto, tipo Nicotino I!)
...

sejas bem regressada...

...a este nosso blogoarquipélago, Mariana
Ardemares

e porque hoje é 2ª feira

tempo para uma ida ao cinema com desconto. Esta semana a não perder em Ponta Delgada:

Sideways o novo filme de Alexander Payne (As Confissões de Schmidt) que conta a história de dois velhos amigos numa viagem pela costa da Califórnia, explorando as vicissitudes do amor e da amizade. Com muito vinho à mistura, sexo, piadas e depressão q/b. Hilariante!... E,


Mar Adentro realizado por Alejandro Amenábar (Os Outros), é baseado na história verídica de Ramón Sampedro e já conquistou até agora, para além de duas nomeações para os Óscares (Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Maquilhagem), o Globo de Ouro para Melhor Filme Estrangeiro, o Grande Prémio do Júri e o Prémio de Melhor Actor pela brilhante interpretação de Bardem, no Festival de Veneza, e 14 Goyas, os prémios mais importantes do cinema espanhol, entre os quais os de Melhor Filme, Realizador, Actor e Actriz.

domingo, abril 17

Depois

de ler O Grande Sonho do Paraíso, de Sam Shepard, aguardo com grande expectativa a sua colaboração como actor e autor em Don't Come Knocking - o novo filme de Wim Wenders.

sábado, abril 16

Antero Merece Melhor

O local onde Antero se suicidou está - hoje - votado ao vandalismo profano das maiores festas religiosas dos Açores. Não existe uma placa a assinalar a enigmática ESPERANÇA que poisa sobre o mítico banco; já haviam plantado uma estátua de gosto duvidoso; um candeeiro público de duvidosa implantação e agora as abomináveis barraquinhas. Melhor, acredite-se, é Possível!...

+ Limitação de Mandatos

Segundo o portal do governo, em concreto, a Proposta de Lei que estabelece limites à duração do exercício de funções está escrita da seguinte forma:

(...)
"a) Limitação do período de exercício de funções do Primeiro-Ministro e dos Presidentes dos Governos Regionais a um período máximo de 12 anos, não podendo ser nomeados durante o quadriénio imediatamente seguinte ao termo deste período, e sem prejuízo da conclusão dos mandatos iniciados na legislatura em que se completam os doze anos.
b) Limitação da duração do mandato dos Presidentes das Câmaras Municipais e dos Presidentes das Juntas de Freguesia a três mandatos sucessivos, não podendo ser reeleitos durante o quadriénio imediatamente seguinte ao termo do terceiro mandato consecutivo."
(...)

Em relação ao ponto a) no post Limitação de Mandatos, do Pedro, na minha leitura da proposta de lei, nada impede que um cidadão volte a ser nomeado ou eleito após o quadriénio imediatamente seguinte à sua nomeação ou eleição a três mandatos sucessivos. Uma espécie de sabático forçado. Como já acontece, aliás, no caso da Presidência da República, sendo neste caso o período máximo de 10 anos consecutivos.

Acho importante, em relação a esta proposta de lei, o cuidado facto de esta não incluir os mandatos a deputados nas assembleias da república e regionais.

Em relação à proposta de lei, a mesma permite-me várias leituras, uma positiva, as outras todas negativas.

a) A lei permite e obriga a uma renovação, ou no mínimo a uma rodagem, dos políticos a nível nacional. Partindo do princípio que a conclusão foi de que o cidadão português e os grupos partidários portugueses, não têm capacidade de provocar essa renovação, ou rodagem, através de actos de democracia directa, a lei é um mau meio para um bom fim.
b) A lei parte do pressuposto que os políticos portugueses têm tendência a comportamentos déspotas.
c) A lei parte do principio que o povo português não tem capacidade de escolher os seus políticos.
d) A lei parte do principio que os partidos políticos no poder não tem capacidade de escolher os seus políticos e apresentarem uma alternância.
e) A lei parte do principio que os partidos políticos na oposição não tem capacidade de provocarem alternância de poder.
f) A lei parte do principio que o sistema politico actual e a nossa partidocracia, causam, permitem ou protegem a não alternância de poder.
g) A lei parte do principio que a não alternância de poder, a nível local, é uma ameaça ao centralismo do sistema político português sedeado em Lisboa.

A proposta de lei só será positiva como método de aprendizagem para um povo pouco habituado às virtudes da Democracia e por demais acomodado aos seus defeitos. De resto é uma declaração de incapacidade de todo o arco-íris que compõe o sistema político, no qual se baseia a nossa jovem democracia.

sexta-feira, abril 15

o fim de um dia positivamente magnífico


Pôr-de-sol, Feteiras. 15 de Abril 2005. Nokia 6600 vga 3.5 mm

SENTADO À MESA, SEM GUARDANAPOS DE PAPEL #3


Dressing cod on deck of fishing schooner Drawing by H. W. Elliott and Capt. J. W. Collins


Dado que se aproxima La Grande Bouffe, pareceu-me conveniente retomar o seriado gastronómico publicando uma receita do fiel amigo. A gourmandise em si mesma, como poderão notar, é de uma simplicidade espartana e, não fora a imprescindível sertã com azeite, podia até ser confeccionada a céu aberto no meio da wilderness açoriana. Aquilo que sempre me chamou a atenção, ao folhear o livro de receitas das Avós, foi o nome do prato: bacalhau à Filomeno Bicudo. Provavelmente esta técnica de fritura é conhecida dos entendidos por outra designação, mas lá em casa ficou imortalizada pelo nome de Filomeno Bicudo e eu acho tal destaque mais do que justo, pois o autor da receita morreu sem geração e, fazendo fé nas Notas Genealógicas de Rodrigo Rodrigues, o ponto mais relevante da sua biografia foi ter sido funcionário do Governo Civil de Ponta Delgada. O estimável Filomeno, decerto um óptimo garfo, nasceu a 30 de Janeiro de 1862 na Casa de Nossa Senhora do Parto em Ponta Delgada, onde hoje funciona a Pousada da Juventude. Nunca visitei o imóvel depois das obras de adaptação e não sei se estará classificado como património de interesse concelhio. Se não está, devia estar, entre outras razões porque a tradição do edifício no ramo da hotelaria é mais do que centenária pois George Brown, o jardineiro inglês de José do Canto, depois de despedido dessas funções por ser um grande copo, tomou de aluguer a Casa de Nossa Senhora do Parto transformando-a no Hotel Brown. Foi aí que Antero de Quental passou o último Verão da sua vida, como o comprova este excerto da carta que escreveu a Oliveira Martins em 17 de Junho de 1891: "Quanto a instalação, achei-a excelente e além da minha expectativa: é um hotel inglês onde tenho completo sossego, bela vista e um bonito jardim para passear quando me apeteça. Chama-se Hotel Brown: escreva-me para esta direcção".

E eis como das águas de bacalhau se faz uma posta desenvolvimentista e patrimonial digna do Carlos Falcão Afonso.

Bacalhau à Filomeno Bicudo

Se o bacalhau é grosso deita-se de véspera de molho em água e no dia seguinte, quatro ou seis horas antes do jantar, põe-se de molho em leite até à hora do jantar; tira-se do leite e passa-se por farinha de trigo ou pão torrado em pó e frita-se em azeite ou manteiga de porco bem quente.

Limitação de Mandatos

Com este post inauguro uma fase sem certezas. A recusa liminar de dogmas, verdades perfeitas, ou declarações absurdas de absoluta convicção, do género "isto assim...", ou "aquilo assado...", etc. A proposta de lei, aprovada ontem em conselho de ministros, que visa a limitação dos mandatos dos titulares de cargos públicos, causa polémica no país. Não estivéssemos em Portugal, país de múltiplas polémicas. A respeito deste tema (de grande interesse para pessoas como eu, i.e.: poetas-surfistas-cultivadores de ananases) deixem-me dizer duas, pequenas, coisas. a) o argumento do rejuvenescimento da classe política é muito bonito para se usar em conversas de salão, mas numa freguesia de, sei lá, 300 ou 400 habitantes ao fim de quantos mandatos é que se terá que candidatar o bebé da Dona Eulália, porque o tio Joaquim já passou do prazo e não há ninguém com mais de dezoito anos que já não tenha passado pela presidência da junta? b) os únicos culpados de casos de falta de alternância democrática são os votantes, se a população da Fajã de Baixo não quer este presidente de junta, que vote noutro!
O problema não está na limitação dos mandatos, está antes sim na criação de condições para que os melhores queiram exercer esses mandatos. Minto, o problema mesmo é que em democracia, em última instância, quem manda são as pessoas, deixem-nas votar em quem elas quiserem. Mas eu não tenho certezas de nada.
Sem querer menosprezar a "dúvida existencial" do camarada Tozé, vou colocar uma posta fácil, superficial e assaz previsível mas que muito gozo deu assistir.

quinta-feira, abril 14

Memórias das minhas putas tristes



Estou com dúvidas existencialistas...
Vai daí e voltei ao meu início existencial bloguista, em 19 de Dezembro de 2003.

"... o meu manifesto bloguista:
Como disse o Pedro isto do universo blog é uma espécie de "ágora virtual" (fui ao dicionário ver o significado de ágora, se não conhece o significado, aconselho vivamente a consulta). Uma ágora, quando estabelecida, torna-se uma instituição, e como tal, uma verdadeira caixa de pandora, poço de possíveis defeitos e qualidades.
No seu melhor uma assembleia é uma plataforma colectiva para pensar, apresentar e reflectir ideias novas e renovadas. Um conselho onde as ideias não se esgotam na superfície mas se aprofundam. Uma praça aonde a ideia se torna acção e a acção resultado.
No seu pior uma assembleia é um palco de vaidades aonde o esprit é submisso à exibição do eu. Aonde a ideia, apenas aflorada, se afoga no ego e a acção se esconde na sombra do circo de estátuas.

Resumindo e concluindo:
Aqui não vou transformar o mundo que me rodeia e aquele outro com que sonho. Aqui vou teoricamente pensar e planear, con vos otros, a transformação desses dois mundos, e isso já é um bom começo. Vou tentar fazê-lo sem me deixar atropelar pelos meus egos e as minhas vaidades. Se não formos medíocres e tivermos sorte, esta acção poderá provocar uma reacção e os círculos serão completos e repetidos."

BULL SHIT !

25 anos depois ele ataca

"Falhou o Porto em 1980, por causa de uma bebedeira na noite de S. João, e nunca mais voltou à cidade"
Mas hoje ele ataca
aqui às 22:00H

o Leão Ruge ou o Gato Mia

Aqui às 19h10 (Azores GMT).

quarta-feira, abril 13

D. Quixote - 40º aniversário

Será a crise dos quarenta?

MEMÓRIAS DAS MINHAS PUTAS TRISTES

AMANHÃ À MESMA HORA - DIÁRIO DE UMA STRIPPER PORTUGUESA

AGRADECE O BEIJO - ANA ZANATTI
RESISTIR - ERNESTO SÁBADO
O TEU ROSTO AMANHÃ - JAVIER MARIAS
INTIMIDADES - 10 HISTÓRIAS PORTUGUESAS E BRASILEIRAS, VÁRIAS AUTORAS

Obrigado Nuno CS

pela referência.

VOX POPULI

A semanada de excitações e reflexões, acondicionada entre aspas, para guardar e, de vez em quando, revisitar na persistência da memória.



«ninguém quer que as ditas reformas comecem por si, pela sua actividade, pelo seu sector. Para serem aceitáveis, as reformas têm sempre de começar pelo vizinho e por aí se quedarem.»
Miguel Sousa Tavares, sexta-feira 8 de Abril no Público

«Nenhuma Universidade respeitável deveria estudar uma banda pop; deve ser uma brincadeira do dia das mentiras!»
Ann Widecombe, deputada Trabalhista em comentário ao The Independent a propósito do Seminário Universitário sobre os Smiths na Manchester Metropolitan University, sexta-feira 8 de Abril no Público

«o "intelectual", mesmo o de esquerda, já desapareceu de cena, com a falência ideológica do marxismo e a pobreza ideológica do "politicamente correcto".»
Vasco Pulido Valente, Sábado 9 de Abril no Público

...«Agora, as coisas estão um pouco mais calmas, mas houve uma altura que foi extremamente agitada por muitas visitas. Havia autênticas romarias, e até cheguei a encontrar pessoas empoleiradas nos muros a espreitar. Isto quando o meu espírito, ao vir morar para esta zona, era quase monástico», conta João Pacheco de Melo, dono da habitação projectada pelo arquitecto Pedro Maurício Borges, autor de diversas obras contemporâneas na ilha e que em 2002 recebeu por aquela o prémio Secil.»
Fernanda Ribeiro, Sábado 9 de Abril no Suplemento de Cultura do Público

«Ao contrário da concepção anglo-saxónica, baseada na apreciação da prova por jurados, a quem não é pedido que encontrem a Verdade, mas tão só que determinem se um arguido é culpado "para além da dúvida razoável", em Portugal presume-se que a inteligência humana, materializada no colectivo de juizes, é capaz de chegar à Verdade. Uma vez acusado, compete ao arguido provar a sua inocência. O mundo fica de pernas para o ar...
...Ao contrário do que sucede nos países protestantes, onde a mentira é tida como um acto vergonhoso, nos de tradição católica, onde aquela pode ser apagada pela absolvição, a prática é corrente.»

Maria Filomena Mónica, Sábado 9 de Abril no Público

«António Borges gostaria de ser primeiro-ministro, mas sem a maçada de ser líder do PSD. Digamos que Borges tem vontade de comer o bolo, mas não quer pôr as mãos na massa.»
Fernando Madrinha, Sábado 9 de Abril no Expresso

«Sempre que o País está prestes a esquecer a existência de Santana Lopes, ele aparece!»
Paulo Baldaia, Sábado 9 de Abril no Diário de Notícias

...«Quanto a mim a "Factos" ficou a meio caminho, meio carne meio peixe, jornalismo de investigação mas com notícias oficiais, buscou novos opinadores mas não evitou "velhas raposas" com 30 anos de política nas pernas, revista de política regional mas com largas páginas sobre automóveis e umas pinceladas de jet, muito pobres referências culturais e o pior do jornalismo insular com o Zéchicha companheiro das Maria Coriscas, Argolas, Alfenins?»
Guilherme Marinho, Sábado 9 de Abril no Chá Verde (Puro)


«A última viagem de João Paulo II? Ou a primeira viagem papal, em que João Paulo II se esconde da televisão?»
Dionísio de Sousa, Domingo 10 de Abril no Vent(ilha)dor

«Convém não esquecer que Santana Lopes anda à solta; que Marcelo Rebelo de Sousa está à espera; e que Alberto João Jardim está furioso. Qualquer destas situações é inquietante.»
António Barreto, Domingo 10 de Abril no Público

«Frequentar um ginásio sem gajas boas é como tomar óleo de fígado de bacalhau: sabemos que faz bem à saúde, mas é uma grande merda.»
Victor Lazlo, segunda-feira 11 de Abril no Frangos para Fora
...

post-scriptum de última hora: A INDISPENSÁVEL ANA E O NÃO MENOS OBRIGATÓRIO CARLOS FALCÃO AFONSO ESTÃO DE VOLTA!

...

terça-feira, abril 12

segunda-feira, abril 11

- 5 dias

pequena provocação gratuita

Que Deus Nosso Senhor nos proteja de ter um Papa português.

se o país já é a beatice que é, imaginem com um Papa.

Às vezes também agradeço...

Obrigado ao Expresso das Nove
pela alusão ao lançamento da :Ilhas #16.

Há Males que vêm por Bem

Contrariamente ao que - aqui - é dito sobre a limitação dos mandatos políticos - esta proposta de lei não é anti-democrática - bem pelo contrário! E para que fique claro - o povo não é sábio nem dá jeito.

domingo, abril 10

O quê - ganhamos!?...

este ano, ainda, é nosso

...

Por indicação do Joel aqui fica o destaque à fotografa Sandra Rocha (natural da ilha Terceira) e para a foto vencedora do Grande prémio de Fotojornalismo da Visão - a freelancer da agência Kameraphoto, ganhou o Grande Prémio com uma imagem de uma menina vestida de anjo no pátio da Catedral de Braga, momentos antes da procissão.


Já está - a liderança em formato rasteiro...

sábado, abril 9

semanada cinéfila

E com a comédia em fundo (referência óbvia ao Pombal) eis a proposta mais interessante nos cinemas, esta semana, em Ponta Delgada - a reposição de um ciclo de Charles Chaplin. Em destaque - Opinião Pública; A Quimera do Ouro; Tempos Modernos; O Grande Ditador e O Barba Azul. Nunca é tarde para recordar (em alguns casos conhecer) um dos maiores ícones do cinema do século XX. Na sala 2 do Solmar.

sexta-feira, abril 8

não fosse este

um momento festivo, diria que estávamos perante um Reality Show ou numa prestação de Stand-Up Tragedy, com um início hilariante - aqui e ali - e com um final triste e sem mágoa. A noção de ridículo já não é o que era - à qual o País nem sequer é poupado!

um país de Amigos

Marques Mendes "um amigo dos Açores"
Declarações de Victor Cruz - hoje, em notícia - ao Açoriano Oriental. A pedido de alguns - o fim-de-semana noticioso nacional passa por aqui. E a Força será insuficiente para suster o rol de banalidades do vazio em perspectiva - após a eleição de um líder a prazo, sem carisma e indesejado pelo partido. A este respeito não perder a edição de hoje do Inimigo Público.

FOUR SEASONS

A Primavera deixou de me preocupar
há muito tempo.
Habituei-me a mim próprio
dentro do cone de luz do abat-jour
pondo a nu os veios da acácia
o tampo da secretária
e o que sobre ela escrevo
a tinta
permanente.

Tudo está em harmonia neste pequeno perímetro de mundo
amarelo.
À direita da folha de papel
o cigarro e as suas espirais de fumo
perdem-se no escuro.
A esta hora da noite não há lugar para azuis.
Os Quatro Quartetos do Eliot
abertos em cima do teclado azert
lembram às minhas mãos
que as máquinas de escrever deviam ser mentira.
A windy night is reserved for each one of us
"qual de nós não teve o seu Inverno"

Um homem vale pelos Nortes que procura
quando chegam os calores do Verão.
Aprendi esta verdade
nos livros
que li atrás das dunas
longe dos corpos que deram à praia
sobre a caruma dos pinheiros.
Descobri também
surpreendido
que Los Angeles cheirava a Mediterrâneo
logo à saída do aeroporto.

Resignei-me ao Outono da vida
sem sombra
de véus no olhar.

E assim se passa mais um ano de trigo e chuva.

colecção de cromos

A casa que pretendia ser um crematório está situada anexa a uma das primeiras obras, em São Miguel, do Bernardo Rodrigues (um azar do tamanho da ilha!). Para além dos Leões, em posição frontal, nutro um fascínio particular pelos múltiplos cabos eléctricos e por uma águia lá + atrás...

quinta-feira, abril 7

Coisas que só a mim é que não me irritam

1 As coisas que irritam o Pedro!
2 As coisas de que o Pedro está farto!
3 As coisas melhores que o Pedro acha que merecemos!
4 Os meus posts!

Coisas que só a mim é que me irritam 2

Há um livro que está à 16 semanas no top de vendas brasileiro. 16 semanas são mais ou menos três meses. O livro até é de um autor brasileiro sinal de que escreve português, não precisa de tradução. Porque razão secreta este livro não chega a uma livraria açoriana? Porque é que este livro não chega a Portugal?

VOX POPULI

A semanada de excitações e reflexões, acondicionada entre aspas, para guardar e, de vez em quando, revisitar na persistência da memória.



«o desenvolvimento da Madeira e dos Açores, mercê das suas autonomias políticas, é desenvolvimento de Portugal no Atlântico, é assim reforço do que resta à nossa dimensão geo-estratégica. A "lógica" separatista, por cegueira inculta e tal como nas sucessivas incapacidades demonstradas nos tempos do Império, continua a ser característica dos tais "interesses" de Lisboa.»
Alberto João Jardim, terça-feira 29 de Março no Diabo

«De um acto pessoal ao momento em que se tem consciência de não estarmos sós, escrever um blogue é uma caminhada de longo curso.»
Daniel Carrapa, quinta-feira 31 de Março no A Barriga de um Arquitecto

«O que é a Direita, afinal - Um espaço ideológico que se caracteriza por ser conservador no plano filosófico e liberal no plano económico ou uma palhaçada pegada em que um tipo que usa uma pulseira da sorte passa seis meses no governo e se farta de armar barracas?»
Ricardo Araújo Pereira, sexta-feira 1 de Abril no Inimigo Público

«O meu Avô leu Verne em 1880, como o meu pai o leu em 1907 e eu o li em 1945. Três gerações educadas a Verne, mas já não juro pela quarta, pois que, apesar dos meus esforços, em 1970 ou durante essa década, os meus filhos já não devem ter terminado nenhum dos romances dele.»
João Bénard da Costa, sexta-feira 1 de Abril no Público

«Não existe disciplina alguma que durante a escolaridade obrigatória dê conta do funcionamento da Assembleia da República, dos poderes presidenciais, do que é o provedor, o procurador, o ministério público, o direito de petição, que competências alienámos para a União Europeia, quais os poderes do Parlamento Europeu. E contudo, todos os dias, à escola são imputadas novas áreas de competências. Da televisão ao sexo, sem esquecer a alimentação e o código da estrada, tudo se considera que deve ser ensinado na escola. Corrijo, tudo não. A matéria lectiva propriamente dita - como o Português, a Matemática, a Física... - foi progressivamente desvalorizada. A transmissão do saber perdeu terreno para a pedagogia das atitudes.
As crianças de hoje fazem redacções sobre a solidariedade e a paz com a mesma embaladora cadência que marcava a sucessão das frases sobre os animais nossos amigos e a vaca nas redacções redigidas pelos seus pais e avós... Apenas de vez em quando uns lirismos sobre a paz mais umas indignações sobre a fome no mundo. A visita à Assembleia da República é a cereja no cimo do bolo desta pedagogia da bondade em abstracto. As criancinhas sentam-se no espaço reservado aos visitantes e invariavelmente tecem comentários duros sobre aquilo que vêem pois, à luz das teses unionistas que lhes ensinam na escola, os deputados cometem o pecado original de não chegarem a um acordo.»

Helena Matos, Sábado 2 de Abril no Público

«as Açorianas passaram a andar na rua muito mais bem vestidas e perfumadas, deixaram de usar uns trapinhos fora de moda vindos nos barris da América para vestirem elegantemente "Zara" e "Stradivarius", deixaram no canto mais recôndito das cómodas os velhos vaporizadores da Avon e usam perfumes franceses com a chancela Victor's, Maviripa ou Perfumes & Cia, são autênticas bonecas Barbie de carne e osso, frescas e cheirosas pavoneando-se pelos corredores do Centro Comercial.»
Nuno Barata Almeida e Sousa, Domingo 3 de Abril no Foguetabraze

«O Papa, o homem daquele Vaticano de quem Estaline escarnecera perguntando quantas divisões de tanques tinha, fazia cair, pelo poder da palavra e do exemplo, o império soviético.»
José Manuel Fernandes, Domingo 3 de Abril no Público

«João Paulo II morreu na véspera do Domingo da Divina Misericórdia, em que se celebra a dimensão misericordiosa de Deus, do seu acolhimento e perdão. E morreu na semana da Páscoa, quando se celebra a morte e a ressurreição de Jesus.»
António Marujo, Domingo 3 de Abril no Público

«O esquerdalho verbera o "conservadorismo" de João Paulo II. Um partido português fê-lo na nota de condolências mesmo. Com azedume. Ora, se Karol Wojtyla fosse a favor do aborto, do preservativo, da eutanásia e do casamento de homossexuais não teria sido Papa, mas candidato a deputado pelo Bloco de Esquerda. A razão da acrimónia é bem outra, tanto que os sectores católicos que criticam o "progressismo" do chefe da Igreja (os "perdões" e o ecumenismo) não usam de acidez similar. Falemos claro: o que incomoda os esquerdistas, a ponto de salivarem abundantemente sempre que ouvem o nome do Papa ora falecido, é a contribuição de João Paulo II para o fim do comunismo. O muro, pois claro. Todo o homem de esquerda, do mais liberal ao mais socialista, tem um coração marxista a palpitar-lhe no peito.»
Bruno Oliveira Santos, segunda-feira 4 de Abril no Nova Frente

«O ex-eurodeputado José Pacheco Pereira foi um dos primeiros políticos portugueses a usar e abusar da nova moda da Internet: os blogs. A partir daí, muitos outros políticos encetaram o mesmo caminho, usando os blogs como armas de arremesso político. De tal forma que, nas últimas eleições, até os candidatos tinham um blog por sua conta, que mais não eram do que diários da campanha. Claro que não foram escritos por José Sócrates, Pedro Santana Lopes ou Paulo Portas! Mas o facto de existirem demonstra o peso que esta moda já vai tendo na sociedade mediática actual. E, como em tudo na vida, se há no continente, mais cedo ou mais tarde, chega aos Açores.»
Rui Messias, segunda-feira 4 de Abril no Diário Insular.

«Vivemos num planeta onde cada vez mais vestimos as mesmas marcas de roupa, comemos a mesma comida, vemos os mesmos programas de televisão, vivemos em casas mobiladas com as mesma mobílias, lemos os mesmos livros, rimo-nos com as mesmas piadas e ouvimos a mesma música. Para o bem e para o mal vivemos num mundo de consumo homogéneo, na era da globalização.»
Verónica Neves na última edição da revista :Ilhas

...

quarta-feira, abril 6

ainda

o lançamento da :ILHAS. Para quem não pôde estar inloco - para ver e ouvir o Rui, o Joel e o Nuno - pode espreitar o link da foto em destaque, do vosso lado esquerdo, ou pela via do camarada MR.

PRIMEIRA MÃO

Com um link de agradecimento ao João Pacheco de Melo
"Isto, no :Ilhas, fica muito melhor tratado." - diz ele,
aqui fica em "primeira mão" capa do novo livro do Cristovão de Aguiar "Marilha".

Lançamento breve em Ponta Delgada com local e data a anunciar.

"Ilhas unidas pela MUU"

Crónica de Márcia Rosa em http://www.picoazores.com/marcia/cronica_14.php

António Costa pede urgência na prevenção de fogos

O Ministro pede ?!?!?

Pede ?!?!?

Pede ?!?!?

Pede ?!?!?

NOVA FRENTE


«O novo Código da Estrada estabelece no artigo 55.º as condições de transporte de crianças em automóvel. Passa a ser obrigatório transportar os petizes "com menos de 12 anos e menos de 150 cm de altura" (sic) em cadeiras especiais e no banco da retaguarda. Até aos 12 anos, meu Deus! Crianças haverá, do sexo feminino, que primeiro mudarão o penso higiénico e depois acomodar-se-ão disciplinadas na cadeirinha de bebé. E com menos de 150 cm de altura, Virgem Santíssima!, que excede o tamanho de muitas noivas na hora de se esgueirarem ao altar. Pois deviam essas moças mais atarracadas, em nome da redução da sinistralidade rodoviária, comparecer à porta da igreja dentro do popó do papá, consoante o costume, mas encavalitadas na cadeirinha - sendo que o padrinho lhes desapertava o cinto à hora de soar no órgão de tubos a Marcha Nupcial.

As disposições do novo Código da Estrada representam um esforço financeiro acrescido e não comparticipado para os pais. O Estado faz tudo para que a taxa de natalidade diminua: em vez de incentivar a natalidade, onera-a. Julgo que nenhum automóvel consegue albergar no banco traseiro três cadeirinhas de bebé, pelo que a nova lei impõe sub-repticiamente o casalinho como limite máximo de filhos por parelha.

Não tenhamos medo das palavras: é uma lógica de suicídio racial. A mesmíssima lógica pela qual os obstetras não querem fazer partos normais - só cesarianas. Como cada mulher só pode fazer duas ou três cesarianas, limita-se também por aí o número de filhos.»

A prosa é de Bruno Oliveira Santos que se identifica como sendo «antropologicamente de direita»(sic)! Este cartão de visita é pouco abonatório já que Ciência Política e Antropologia é uma mistura pouco fina! Seja como for vale como curiosidade já que o www.novafrente.blogspot.com é o blog de quem afirma que trava «diariamente combate blogosférico contra a ditadura intelectual das esquerdas - o que é suficiente para que me colem o rótulo de extremista de direita (senão epíteto pior)»... fosse a Nova Frente um blog colectivo e teríamos o anverso do Barnabé.

...

terça-feira, abril 5

Viagem ao arquipélago da geodiversidade.



Este mês com destacável sobre a "Natureza dos Açores para descobrir e proteger" e sobre "Cetáceos dos Açores", a não perder!

segunda-feira, abril 4

...sem açucar, obrigado!

Um BLOG só é relevante (neste caso notícia) se o autor é Político, assumiu ou quer assumir uma posição Política ou representa um determinado Partido!?... Mais um desvario noticioso que descreve a blogosfera (não consigo gostar desta expressão) como um facto associado à moda ou dado a modas - uma observação desatenta, tendo em linha de conta que, grosso modo, a maior parte dos intervenientes cuida pouco do hàs-petún. Este Bule anda açucarado...será das torradas!?

O código descodificado

Não tenho a menor dúvida...

...a personagem situada à direita da figura central, representando um dos apóstolos, é um homem!


'A tribute to women' ... The Last Supper advertisement for Marithé and François Girbaud

A Santa da Lapinha

A imagem de uma mulher semi-nua, sobre a qual o Dr. Carlos Falcão Afonso escreveu um post no blog Indispensáveis, já dá que falar (e escrever) nos meios "esotéricos" micaelenses. O diário Correio dos Açores de Domingo, 3 de Abril, dedica-lhe uma "reportagem" nas duas páginas centrais.


foto do post do Dr. Carlos Falcão Afonso

Lembrei-me que tinha saudades



Levado por este dilúvio de imagens biográficas do Papa, com as quais os media nos invadem, satisfazendo uma sociedade que se tornou uma massa de junkies emocionais, lembrei-me que tinha saudades da "eterna juventude" do Papa, do seu sorriso matreiro, do seu olhar inteligente e perspicaz e do seu humano e mundano sentido de humor.

domingo, abril 3

colecção de cromos

A proliferação d'um determinado kitch-rócócó na paisagem construída da ilha de São Miguel atinge, neste momento, níveis de imagética plenos de exuberância. Atropelos como este são, infelizmente, e cada vez mais, tidos como "normais".