domingo, outubro 31

Robert Glasper Trio

Fotografia Fernando Resendes
Gosto de ser surpreendido. E na edição de 2010 do Festival Jazzores isso voltou a acontecer. Ontem assisti, muito provavelmente, a um dos concertos do ano.

Esta é aquela época - e não, não estou a falar dos enfeites de Natal - em que Ponta Delgada mais se 'aproxima' de NYC. No entanto, há quem teime em não dar por isso... Ou em atribuir-lhe pouca importância.

Talvez por manifesta ignorância, talvez... Mas isso pouco importa.

Os meus sinceros parabéns à dupla Rui Damião de Melo e Carlos Riley pela direcção artística e outras coisas que tais...

sábado, outubro 30

Cinema ao final da tarde


4 ELEMENTS (2006)

Realização Jiska Rickels
Produtor Fu Works (NL)
Co-produtor Off World (BE)
Argumento Jiska Rickels
Cinematografia Martijn van Broekhuizen
Duração 89’

Desde os seus primórdios que a raça humana tem tentado, sem sucesso, compreender os quatro elementos fundamentais: fogo, água, terra e ar. 4 ELEMENTOS é um documentário de quatro episódios interligados, mas cada um com seu próprio valor, sobre a luta humana contra esses elementos.

Entrada livre.

sexta-feira, outubro 29

Em destaque

Fotografia Mário Roberto
O destaque no Y:
«Não tem sido comum, na poesia portuguesa mais recente, um livro ter no seu centro uma história tão honesta e tão fortemente impressa no seu propósito contra o imediatismo - um imediatismo a que a sua autora, Renata Correia Botelho (S. Miguel, Açores, 1977), se poderia muito bem arriscar, paradoxalmente, ao publicá-lo apenas nove meses depois da morte da cantora Lhasa de Sela, o acontecimento que serviu de ignição para "Small Song" (Averno, 2010)».
A crítica a 'Small Song':
«Um dos versos iniciais do poema "The Rival", de Sylvia Plath, cumpriria eficientemente a função de epígrafe aos melhores momentos de "Small Song" (Averno, 2010): "you leave the same impression of something beautiful, but annihilating". O livro tem, neste sentido, uma aproximação mais óbvia a "Avulsos, por causa" (2005) do que a "Um Circo no Nevoeiro" (Averno, 2009). A principal diferença entre "Small Song" e "Avulsos, por causa", é que, enquanto a separata da revista Magma recorria, com maior ênfase, à primeira parte do verso de Sylvia Plath, este livro mais recente reparte a beleza ("pela manhã, junto as pétalas tenras/caídas no lençol, e rezo baixinho,/com os pardais um verso branco." ) e a aniquilação ("oiço ainda os corpos a vincar a noite,/um campo minado de corações tristes/explodindo o rosto na parede")numa tensão substancialmente mais ponderada. A morte - e não só a de Lhasa de Sela, embora esta seja o detonador do livro - é uma das notas repetidas ao longo de "Small Song". Surge nos seus traços mais intuitivos e, por isso, mais espectáveis, como a ausência ("sabemos que uma voz não volta/a coincidir com o seu rosto") ou a sua aproximação no corpo ("o tempo, espelho tosco com que/fintamos a morte, apontado para nós/como a lança do arqueiro;/hesita, por um instante apenas,/para depois avançar, implacável/ e sem retorno, na nossa direcção.")».
E os parabéns do :ILHAS por este destaque mais do que merecido.

quinta-feira, outubro 28

Jazzores'10



No âmbito da programação Açores - Região Europeia'10 arranca hoje a 12ª edição do Festival «Jazzores» com concertos em 4 ilhas dos Açores.

Crónica na "farmville"

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Tal como a avestruz o cartel de Sócrates julga que metendo a cabeça no buraco não vê a realidade que o rodeia e, por prestidigitação, para a mesma realidade torna-se invisível. Foi esta a estratégia que seguiu para o orçamento do estado pois quando percebeu que estava à beira de ser castigado pela União Europeia meteu a cabeça na areia e depois sacudindo o pó das penas quis seguir a sua marcha como se fosse uma ave rara alheia a toda a infausta calamidade que produziu. Porém, foi com a astúcia da raposa que conseguiu passar a mensagem apócrifa de que este orçamento do estado é também obra do PSD a quem, aliás, chamou ao seu covil para negociar com a reserva mental de quem efectivamente apenas queria o necessário psicodrama do prime-time. Mas, tal como na célebre sátira do "Triunfo dos Porcos", já é tempo de se perceber que os donos desta "quinta" cor-de-rosa há muito que se governam a si próprios, e a prometida prosperidade das "novas oportunidades" é apenas mais um embuste que choca com a realidade de degradação das condições de vida e de quem vive do seu trabalho. Este é o orçamento da ruína a que nos conduziu esta inepta casta dominante. Este é o orçamento que anuncia um tempo de "vacas-magras" sem prejuízo de outras espécies engordarem, luzidia e obscenamente, nas gamelas da economia paralela. Efectivamente, para aqueles que vão viver sob o jugo do orçamento do estado a canga é cada vez mais pesada. Na procura de um bode expiatório o consórcio de Sócrates não resistiu a diabolizar os funcionários públicos. Estes apesar de representarem cerca de 8% de toda a população activa de Portugal serão os mais penalizados nesta colheita de 2011. Serão efectivamente objecto de brutais reduções remuneratórias num claro retrocesso à confiança nas legítimas expectativas que um Estado de Direito consente para que, socialmente, uma geração ambicione viver melhor do que a precedente. Depois disto só por masoquismo, ou empedernida burrice, se prestarão a manter os antolhos fixados na direcção de Sócrates. Enquanto subsistir a esperança só nos resta ambicionar que, tal como o peru, também Sócrates terá o seu natal… até porque já hipotecou o nosso.

João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

quarta-feira, outubro 27

Agente Provocador



O Agente reúne esta 4ªfeira, a meio de uma crise política (eminente e daí talvez não), com as psicólogas Célia Carvalho e Isabel Barata para a 'radiografia' do futuro próximo da 3 nos Açores.

Para ouvir em directo na Antena3-Açores a partir das 22h00, nas seguintes frequências:

S. Miguel 87,7 MHz
Terceira 103,0 MHz / 103,9 MHz
Faial 102,7 MHz

No Deal !

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No deal...
O país real fica em suspenso à espera do futuro. Por ora temos um OE que corta em tudo e todos mas na fantasia de que isto é um oásis mantém benefícios fiscais para as energias renováveis e um aumento de 20% no Ministério do Ambiente. É seguramente impossível negociar com esta comandita de alienados do país real.

terça-feira, outubro 26

Juntos conseguiram!


..."Juntos Conseguimos" era o lema fraterno de Sócrates e César na última campanha eleitoral para as legislativas. Foi sob essa legenda que Sócrates e César replicaram a sua imagem em out-doors e quinquilharia de campanha nos quatro cantos desta região. Eram ambos adesivos em copy-paste a colar sobre uma ideia que prometia, em consórcio, fazer "Avançar Portugal". Hoje, num esforço de fuga à maré negra que aí vem, César já afirma que o Governo da Região não faz parte das causas da recessão Portuguesa. A táctica é a mesma que Mário Soares usou para branquear as culpas do PS na crise em que estamos e que no delírio do nosso "Presidente-Rei" é imputável aos maus políticos da União Europeia! Com a solércia habitual agora querem fazer passar a imagem subliminar que este Orçamento de Estado é feito à imagem e semelhança do PSD! A verdade é que Sócrates, César, Mário Soares, e demais camaradas, são co-responsáveis solidariamente pelo estado de ruína da nossa economia e do apodrecimento das nossas finanças. Serve de exemplo simples a ilustração de que com o Orçamento proposto os Açores ficam prejudicados em 20 milhões de Euros. São cortes substanciais para a Região e particularmente para os Municípios dos Açores. Juntos Conseguiram, efectivamente, a penalização qualificada dos Açorianos onerados não só com estas medidas de austeridade mas ainda com a pena acessória de verem os custos de insularidade insuflados com reduções de transferências para a sua Região e para os seus Municípios. Solidariamente Carlos César está, e fica bem, ao lado de Sócrates. Escolheu, e mal, o PS de Sócrates, ao invés da defesa intransigente da Região. Os Açorianos não devem esquecer esta autonomia cooperativa com os interesses de Sócrates e do PS. Não devem também esquecer que enquanto o Governo da República propõe um orçamento que é um verdadeiro esbulho fiscal e financeiro o Governo Regional auto-promove-se num mundo cor-de-rosa onde os contribuintes são chamados a financiar faustosos eventos de duvidoso retorno. Porém, contados os milhões atirados a fundo perdido para promover as maravilhas da Região não andaríamos longe do valor nominal de outros tantos que agora, os amigos socialistas da respútrida, retiraram das transferências para a Região. Afinal, como prometia a propaganda, Juntos Conseguiram. O resultado é que não é o prometido, pois o País e a Região estão à beira do abismo económico-financeiro e do choque social após mais de uma década de desgoverno Socialista. Só falta mesmo impingir aos Portugueses e aos Açorianos a ideia de que a culpa é dos mercados internacionais e do capitalismo desregulamentado! A verdade é que foram os Socialistas que nos deixaram descredibilizados junto dos mercados financeiros onde Portugal se abastece. Daí os apelos à responsabilidade alheia para que o financiamento ao País seja viabilizado sob pena de os próprios Bancos, incluindo os da região, não se conseguirem financiar com a consequente impossibilidade a jusante de financiamento das empresas. Diabolizar o capitalismo e a oposição é a cena dos próximos capítulos destes solidários e siameses socialistas. Felizmente já são muitos os Portugueses, e outros tantos Açorianos, que não se deixam enredar nas novelas do mundo cor-de-rosa pois o reality-show das suas vidas é, infelizmente, cada vez mais negro.
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Aviso à navegação

Agradecimentos que se impõem aos nossos fornecedores habituais, a saber: Filipe Franco, pela Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico; e ao espanhol El Metronauta, pelo Mar dos Açores.

segunda-feira, outubro 25

À Procura de Escala *

Maqueta Menos é Mais

A Direcção Regional da Cultura assinou com o Instituto dos Museus e da Conservação, no passado dia 5 de Outubro, um protocolo que visa a realização de uma exposição na Galeria do Rei D. Luís I, no Palácio da Ajuda, entre Outubro de 2011 e Janeiro de 2012, constituída pelo acervo do futuro Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas.

Esta iniciativa constitui prova inequívoca, do interesse e empenho da Região na promoção dos seus criadores, dentro e 'fora de portas'. A concretização deste objectivo é um desígnio do programa do X Governo dos Açores e é, legitimamente, uma das reivindicações maiores da comunidade artística do arquipélago.

As limitações a que está sujeito o 'mercado de arte' nos Açores, associado a um falta de visibilidade e de reconhecimento necessários à evolução, que se impõe, na carreira de quem procura 'crescer', são elementos, mais do que suficientes, para que esta exposição seja reconhecida com uma conquista que visa romper e perspectivar para "fora das fronteiras da Região", o trabalho de quem está confinado à geografias das ilhas.

Mostrar aquilo que por cá se produz é fundamental para quem cria. E por várias razões: pela abrangência com um público alargado e mais exigente; pelo confronto com a crítica especializada ou ainda como introdução a novos mercados. Parte desta problemática reside no facto de, localmente, não existir, salvo raras e valiosas excepções, um trabalho aturado e profissional, no difuso mercado artístico, em torno da promoção dos criadores regionais. Primeiro, porque nem todos os artistas estão representados por uma galeria. Segundo, porque nem todos falam a 'linguagem' que se exige a um meio fortemente concorrencial (ou porque não querem ou porque não têm perfil para isso). Terceiro, porque não existem galerias, em número e com essa 'vocação', no espaço insular.

Não obstante o carácter e o funcionamento do mercado interno, no sector artístico, o que se perspectiva nesta mostra é «(…) um desafio para os Açores se mostrarem e valorizarem no exterior», parafraseando Jorge Bruno, o Director Regional da Cultura.

Mesmo e apesar de uma existência num local (ultra)periférico, longe dos 'centros', é possível estar em sintonia com a contemporaneidade, na medida em que «(…) passámos a estar ligados a todos independentemente do lugar, os recantos mais periféricos estão desencravados, o local está em contacto com o global: a cultura-mundo é a cultura da compressão do tempo e da diminuição do espaço». Mais isso não significa que exista, actualmente, uma 'única' cultura. «(…) Quanto mais o mundo se globaliza, mais particularismos culturais aspiram a afirmar-se nele. Uniformização globalitária e fragmentação cultural caminham a par» (G. Lipovetsky/J. Serroy in A Cultura-Mundo, Ed. 70, 2010). O nosso caso é, neste sentido, paradigmático.

Esta iniciativa marca - de forma simbólica - o arranque das actividades do futuro Centro de Artes Contemporâneas, a ser instalado na antiga Fábrica do Álcool, na cidade da Ribeira Grande, e cujo concurso público, para a empreitada de construção, será lançado até final do mês de Outubro.

Esta mostra incidirá sobre as peças disponíveis na Colecção de Arte Contemporânea da Região, que conta com um núcleo principal composto por cerca de três centenas de peças, cuja aquisição tem vindo a ser traçada ao longo da última década.

A Colecção é composta, essencialmente, por pintura e escultura, na sua maioria de criadores açorianos, mas onde figuram outros artistas nacionais e internacionais. É, nas palavras de Jorge Bruno, «(…) uma colecção representativa dos principais criadores açorianos, mas onde eles se confrontem com os criadores do exterior». Pretende-se que a mesma venha a constituir-se como referência e de visita obrigatória a quem nos visite.

É com base neste confronto de linguagens que podemos ambicionar a construção de um novo Centro, polivalente, que posicione a Região, também, como pólo criador. É uma questão de programarmos à "escala justa".

Neste ponto, parece-me adequado citar Gabriela Canavilhas, a actual Ministra da Cultura, quando escreve que: «(…) A obrigação do Estado, num governo socialista, é garantir a liberdade, a pluralidade, a diversidade, a memória, o passado e o futuro da nossa identidade cultural - património herdado e aquele que queremos legar, em permanente regeneração. Essa é a grandeza e imprescindibilidade da arte (…)» (in Público 17 Set’10).

Há, no entanto, quem receie a "liberdade absoluta que a arte comporta". Para outros, é uma questão de orgulho e de "marca genética".

Alexandre Pascoal, Outubro 2010

* Título de um livro de António Pinto Ribeiro, editado em 2009 pela Cotovia
** Publicado na edição de 14 Out'10 do Açoriano Oriental

sexta-feira, outubro 22

@ Sta. Cruz da Graciosa


Na sequência do projecto do Inventário do Património Imóvel dos Açores realizado pelo Instituto Açoriano de Cultura, na âmbito de um contrato firmado com o Governo Regional dos Açores, através da Direcção Regional da Cultura, concretiza-se a publicação de um novo livro sobre o Património Imóvel de Santa Cruz da Graciosa, que foi apresentado hoje, 22 de Outubro, pelas 21h00, na Biblioteca Municipal daquele Concelho.

A apresentação contou com uma conferência proferida pelo consultor do Projecto do Inventário do Património Imóvel dos Açores - o Arquitecto João Vieira Caldas.

Com a publicação deste livro – o décimo primeiro da colecção do Inventário do Património Imóvel dos Açores (depois dos de São Roque, Lajes e Madalena da ilha do Pico, de Vila Nova do Corvo, da Horta, da Praia da Vitória, de Vila do Porto, Lajes das Flores, Ribeira Grande e Santa Cruz das Flores) – ficam agora registados e acessíveis ao público em geral os elementos referentes às 166 espécies inventariadas que representam o significativo património arquitectónico deste concelho de Santa Cruz da Graciosa.

O livro, com cerca de 300 páginas, para além de integrar um texto metodológico sobre o projecto, contém ainda textos de Susana Goulart Costa sobre o enquadramento histórico daquele concelho («Graciosa - A Ilha Esquecida»), de José Manuel Fernandes sobre a evolução da estrutura urbana da vila («Santa Cruz da Graciosa, o Concelho – Aspectos do Urbanismo e da Arquitectura»), de Jorge Augusto Paulus Bruno sobre «Arquitectura da Água – na Ilha Graciosa» e de João Vieira Caldas sobre «A Casa da Graciosa». São ainda publicados 12 mapas com a localização genérica dos 166 casos inventariados, as suas respectivas fichas descritivas e um pequeno glossário.

* Newsletter do IAC
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isto está assim : Governo cancela concerto dos Arcade Fire ! Se as finanças públicas são péssimo cartão de visita no estrangeiro como será que olham para este Portugal onde por questões operacionais e de organização o Governo já mete a mão onde não devia.

quinta-feira, outubro 21

Jornalismo de investigação...

ou Artigo de opinião?

"A campanha promocional «visitAzores com voo incluído» arrancou oficialmente na passada sexta-feira, oferecendo “pacotes de visita a qualquer ilha dos Açores entre os 250 e os 260 euros por pessoa, incluindo estadia e viagem de avião”. Era assim que a imprensa nacional noticiava o lançamento desta iniciativa dos empresários hoteleiros açorianos, através da Câmara de Comércio dos Açores, com a bênção do Governo Regional.
A realidade, no entanto, está muito longe de ser esta. O site oficial da campanha tem até uma componente oficial: embora tenha um endereço próprio (http://www.vooincluido.com/) publicita-se como sendo parte integrante do novo site oficial milionário do turismo açoriano (http://www.visitazores.com/vooincluido), e até usa como símbolo o logótipo oficial do Turismo dos Açores. É, portanto, oficial.
Mas o lado aparentemente sério parece que pára aí mesmo e o site é, no mínimo, uma confusão destinada a afugentar qualquer potencial comprador.
Desde logo, as datas anunciadas não correspondem ao que o site oferece. Até ao dia 12 de Novembro não há qualquer possibilidade de reservar o que quer que seja para qualquer ilha do arquipélago. Só a partir de 13 de Novembro é que começam a aparecer opções, e mesmo assim apenas para a ilha de S. Miguel: depois de termos testado exaustivamente este site, com centenas de tentativas diferentes, não conseguimos reservar uma única viagem para qualquer das outras ilhas. Não quer dizer que não existam, mas a probabilidade é mínima, se não inexistente.
E depois, é um site claramente destinado a pôr qualquer um maluco. Podemos jurar que realmente conseguimos um resultado numa data algures em Dezembro para a ilha Terceira. Mas depois tentámos em datas anteriores para perceber a partir de quando é que esse destino estava disponível – mas ele simplesmente desapareceu. E depois de mais umas 20 tentativas, desistimos…
Outra novidade é que estes pacotes “de 250 ou 260 euros” estão à venda no site por um preço... ligeiramente diferente: o pacote mais barato começa nos 349 euros e termina acima dos 500 euros. Não se pode dizer que seja propriamente o que foi publicitado através da comunicação social e no mínimo deixará muitos potenciais clientes com a sensação de estarem a ser enganados…
Em S. Miguel, o preço mais baixo é de 349,94 euros, em hotéis como o Confort Inn, Ponta Delgada e Barracuda (e em turismo rural na Quinta da Abelheira). Mas depois passa para 378,94 euros na Quinta Nª Sª de Lourdes, Tradicampo - Casa a Arribana e Casa da Talha, e no S. Miguel Park Hotel. Depois passa para 406,94 euros no Hotel Camões, Hotel Talisman, Hotel do Colégio, e nos hotéis apartamentos Gaivota e Antília. Depois o valor passa para 423,94 euros no VIP Executive. Para 434,94 euros no Monte Inglês e Hotel Avenida. Depois, passa para 469,94 no Caloura Resort Hotel. Para 491,94 nos hotéis Marina Atlântico e Bahia Palace. E o mais caro da série é o Terra Nostra, com um preço de 520,94 – que, curiosamente, é sensivelmente o dobro do preço máximo de 260 euros que é anunciado…
Pelo único resultado que conseguimos da Terceira (e posteriormente desaparecido), registamos que o preço mínimo era de 348,80 euros e o máximo 578,80 euros pelos ditos 5 dias.
O sistema de pesquisa, apesar de ser alegadamente desenvolvido por uma empresa internacional especialista no sector, é de bradar aos céus. A primeira confusão são os campos “Partida” e “Chegada”, em que o utilizador fica logo meio confuso, chegando a colocar a data de início nos dois campos… O conceito correcto que é utilizado no sector é “Partida” e “Regresso” – não “Chegada”…
Deve ter a ver com algum tipo de tradução mal feita e a inexistência de controlo por parte do gestor. Se não soubéssemos que são os empresários associados da Câmara de Comércio a controlar este projecto, talvez não acreditássemos...
Mas não é a única inconveniência. A mais clara – e notória para quem tem alguma experiência em fazer reservas turísticas pela internet – é a falta de oferta de alternativas. O normal nesta tecnologia é que, não existindo viagens para as datas que o utilizador escolhe (ou vagas no hotel escolhido), o site forneça de imediato alternativas: nesta data não dá, mas nas seguintes há lugar (ou neste hotel não pode, mas nestes pode). Muito avançado? Nem por isso e é mesmo o padrão nos sites de qualidade. E, pelo menos a ter em conta o dinheiro que o Governo já desembolsou neste site ao abrigo do apoio que prometera ao nível da promoção da estratégia, este devia ser um site de altíssima qualidade. \
É que a Secretaria Regional da Economia pagou mais de 70 mil euros por este site – uma fortuna impensável paga a entidades de fora dos Açores, o que permite perceber que não aprendeu nada com o episódio do site oficial do turismo.
Se vale? Nem de longe nem de perto – nem mesmo com todos estes erros corrigidos… De resto, tendo em conta que a empresa “Ambity” já tinha ganho a exclusividade do negócio, o mínimo seria imaginar que a criação do site fosse a sua contrapartida por agarrar este pequeno monopólio...
De resto, nas “Condições Gerais” do site percebe-se que a empresa sabe negociar contratos: “A Ambity SA não garante que a página na Web não será interrompida ou que não terá erros”. Ou seja, tendo em conta que já recebeu 70 mil, se calhar já nem lhe interessa vender nada..."

Pacotes promocionais de 250 euros vendidos entre 350 e 520 euros...
Escrito por Manuel Moniz
Terça, 19 Outubro 2010 19:02

Esta noite















É apresentado, na Livraria Solmar, o 'último' livro de Urbano Bettencourt - Que Paisagem Apagarás, uma edição da Publiçor.

A apresentação, marcada para as 20h30, estará a cargo do crítico literário e ensaísta Vamberto Freitas.

"Mais um dia à procura"

Um filme de Maria Simões que hoje passa, pela 2ª vez, na edição do Doclisboa'10.

quarta-feira, outubro 20

Agente Provocador



Ana Cristina Gil, directora do Curso de Comunicação Social e Cultura da Universidade dos Açores, é a convidada do Agente desta 4ª feira.

Para ouvir em directo na Antena3-Açores a partir das 22h00, nas seguintes frequências:

S. Miguel 87,7 MHz
Terceira 103,0 MHz / 103,9 MHz
Faial 102,7 MHz

E esta, hein?

Apesar de tudo, fica a dúvida que só o tempo se encarregará de desfazer: Será que este gesto resulta da verticalidade da senhora ou da vertical força da cadeia de comando?


A presidente da Associação de Turismo dos Açores, Cristina Ávila, apresentou esta terça-feira o pedido de demissão do cargo, alegando motivos de natureza pessoal, disse fonte oficial.
Cristina Ávila ocupa a presidência da Associação de Turismo dos Açores há cerca de sete anos, tendo tomado posse pela última vez em Outubro de 2009, para um mandato que apenas deveria terminar em 2012.

Na sequência do pedido de demissão de Cristina Ávila, também Luísa Schanderl, vogal da direcção, apresentou o pedido de demissão do cargo.

As duas demissões implicam a queda da direcção da Associação de Turismo dos Açores, a que também pertence Mário Fortuna, e a consequente marcação de novas eleições.
Lusa/AO online

terça-feira, outubro 19

Dá mesmo vontade de chorar


Não! Claro que não. Até podia. Se calhar devia mas, Não!
A Filipa Oliveira não está a chorar motivada pela ironia (só comparável à falta de sensibilidade) do empresário citado por Osvaldo Cabral, na sua crónica de 5 de Outubro no jornal Correio dos Açores. O choro vem da emoção, a emoção da vitória e a vitória do esforço de formandos e formadores da Escola de Formação Turística e Hoteleira.

Entre 350 alunos de 31 países europeus, os formandos Eliseu Medeiros (bronze), Alexis Correia (bronze) e Filipa Oliveira (ouro), a participarem pela primeira vez numa competição internacional, viram o seu empenho, dedicação e destreza serem premiados no concurso Anual da Associação Europeia de Escolas de Hotelaria e Turismo (AEHT), que decorreu entre 05 e 10 de Outubro, em Lisboa.

Os alunos agora em destaque estão de parabéns e está de parabéns a escola e todos os seus profissionais que, de forma mais ou menos directa, contribuem diariamente para o sucesso desta aposta na valorização dos açorianos, comprovando que os nossos profissionais podem muito bem ser parte da solução em vez de fazerem parte do problema.

Oxalá estes exemplos se possam somar a outros e consigam – com uma maior rapidez – operar a mudança desejada. Operar a mudança naqueles que têm a responsabilidade de acolher a inovação, permitindo que os níveis de produtividade subam consideravelmente e possam, qualificando a oferta, melhorar a competitividade do nosso produto turístico.

Contudo, estes resultados não devem servir apenas para fazer inchar o ego dos responsáveis por eles (o que seria compreensível). Deve servir sim para fazer a tutela entender que há ainda um longo caminho a percorrer – pedagogicamente falando –, de braço dado com o tecido empresarial que, a debater-se com uma situação económico-financeira muito complicada, precisa ser motivado a trilhar caminhos que concorram para a sustentação dos seus negócios.

Para terminar, gostaria de acrescentar que o comentário irónico do interlocutor de Osvaldo Cabral só pode basear-se no total desconhecimento relativamente ao esforço brutal que tem vindo a ser feito nos EUA, para melhorar os hábitos alimentares dos Americanos e, sobretudo, no total desconhecimento relativamente ao trabalho que os Chefs da nova geração têm vindo a realizar, também naquele território do mundo.

segunda-feira, outubro 18

Campanha

No ar entre 15 Out'10 e 31 Mar'11.

Robin Hood Tuga


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Este é mais um retrato do cleptocrata que agora conseguiu superar qualquer caricatura de Robin Hood ! Insatisfeito com o saque aos Portugueses parece que o dito cujo se prepara para fazer subir o IVA do leite dos putos de 6% para 23 %. A Associação Nacional das Indústrias de Lacticínios considera que o aumento da taxa do IVA, de 6% para 23%, em vários produtos lácteos, representa a “colocação em prática de um mero esquema de incrementar a receita fiscal, sem qualquer preocupação nutricional, social ou económica”. Esquemas é com eles e as preocupações dos comensais do Largo do Rato estão sempre primeiro do que os interesses caprichosos de quem, em tempos de crise, se atreve a comprar um UCAL para o puto levar para a escola ! Ai Portugal Portugal...do que é que tu estás à espera ?

domingo, outubro 17

Outono...

Fotografia Mário Nelson Medeiros, Parque Terra Nostra (Furnas, São Miguel, Açores)



A magia de um lugar que se impõe e onde cada regresso passou a fazer parte da 'família'.

quinta-feira, outubro 14

Milagre, coragem e/ou perseverança?!

Seja qual for a resposta ontem (hoje) foi dia de celebração nacional no Chile pela libertação dos 33 mineiros.

Informação complementar O dossier da BBC. As melhores fotografias da missão de salvamento @ Público.

Os vampiros

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O Sr. Pinto de Sousa é um globetrotter. Depois de ter descoberto que o bad english era a língua universal, uma espécie de esperanto dos novos tempos, tem andado num frenesim a botar faladura em palestras no novo mundo. Recentemente foi recebido na Columbia University, por sinal a mesma onde agora Manuel Pinho – (o tal dos cornos) –, lecciona a cadeira de Política de Energia Internacional num mestrado regiamente pago, como é da praxe num bom republicano socialista, pela EDP. Na nota curricular que oficialmente foi enviada pelo gabinete do primeiro-ministro lê-se que o Sr. Pinto de Sousa é licenciado por Coimbra em Engenharia Civil e tem um MBA pela Universidade de Lisboa. http://www.worldleaders.columbia.edu/participants/josé-sócrates-0.
Bem sabemos que a criatura é um mitómano sem remissão e que tem uma compulsiva tendência para a fabulação. Mas ainda assim não tinha a necessidade de macular internacionalmente a alma mater Conimbricensis ! Que se saiba o primeiro-ministro deste desgraçado Portugal não frequentou a lusa Atenas. Até se estranha que a reitoria dessa instituição não tenha oficial e imediatamente desmentido o referido "paper" que assevera que o dito cujo é licenciado por Coimbra. Creio que se poupava um eventual embaraço internacional até porque nos U.S.A. as falsas declarações devem ser um felony, isto é, um crime, agravado pelo facto de ser propalado por um titular de uma pasta governamental. Na mesma brochura preparada pelos rapazes do gabinete do nosso prime, além dessa patranha de ser Licenciado por Coimbra, releva ainda o facto de o putativo engenheiro ser o glorioso arquitecto do "legalized same-sex marriage" made in Portugal ! Será esta a bandeira política mais relevante que Portugal tem a abanar nos mercados e feiras da política internacional. Certamente que não. Mas aquilo que deveria ser uma nota de rodapé do curriculum do primeiro-ministro de Portugal surge em destaque na sua apresentação pública numa prestigiada universidade estado-unidense! Só vejo a possível ligação a um programa de intercâmbio turístico, designadamente, para "same-sex couples" coordenado por um boy de Sócrates e pago pelo Zé-Povinho. Não seria assim extravagante que tal programa de incentivo turístico colorido fosse endossado, por exemplo, a Luís Patrão, actual Presidente do Turismo de Portugal especialmente qualificado para o cargo com o prévio tirocínio como chefe de gabinete de Sócrates. Faz parte aliás de um lobby de boys e girls do PS que Sócrates colocou estrategicamente, a bem do partido, em lugares de elevada responsabilidade pública. Pelo ordálio das penosas funções essa comandita é compensada na proporção do sacrifício que faz a bem da pátria cor-de-rosa. No caso do ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro, o tal Luís Patrão, que é amigo de Sócrates e "sócio" de Armando Vara, pelos serviços prestados como Presidente do Turismo de Portugal aufere cerca de € 85.000 anuais. Como este valor não chegava para o sustento, e dízimo a pagar à família do Largo do Rato, ainda compunha o fim do mês com senhas do conselho geral da TAP na ordem dos 7 mil euros por mês. Depois disto falar dos acréscimos de viatura de função com motorista e full extras de despesas de representação e ticket restaurante para a paparoca é uma obscenidade. Em conluio de interesses este bando aninha-se sob a asa protectora de um primeiro-ministro licenciado em ludibriar os Portugueses. Não só os desengana como lhes chupa o tutano dos rendimentos e rapa o fundo dos tachos da fazenda pública. É o líder de uma súcia de vampiros a lembrar o canto do bardo que já vaticinava que eles: "Vêm em bandos ; Com pés de veludo chupar o sangue fresco da manada ; A toda a parte chegam os vampiros ; Eles comem tudo … e não deixam nada".
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João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiário.com

quarta-feira, outubro 13

Dicotomias

Chic, some might say. Controverso, digo eu.


Agente Provocador



O convidado da emissão desta 4ª feira é Rodrigo de Sá que, nas vésperas da 100ª edição do seu Cowboy Cantor, vem relatar na 1ª pessoa esta aventura no seu Quarto Estúdio.

Para ouvir em directo na Antena3-Açores a partir das 22h00, nas seguintes frequências:

S. Miguel 87,7 MHz
Terceira 103,0 MHz / 103,9 MHz
Faial 102,7 MHz

Sob Escuta

Shit Robot - Tuff Enuff? from DFA Records on Vimeo.


+ LOGO às 22 horas regresso do Agente Provocador na Antena 3 - SEMPRE COM O SOM DA FRENTE - e hoje com o Rodrigo Sá/Cowboy Cantor

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É uma lenda viva do nosso tempo e um ícone do século XX. O seu legado continua ainda actual apesar de muitos ignorarem a sua presciência. A propósito do seu "testamento" político "A arte de bem governar" – (à venda por 3 euros na Feira do Livro da Tabacaria )- voltaremos em breve à veneração que esta personalidade merece. Transformou um império, engrandeceu o orgulho da sua Nação numa época de transnacionalismo socializante, influenciou a política externa dos Estados Unidos e deu o seu contributo para a queda do muro de Berlim e a derrocada do comunismo. Margaret Thatcher – a Dama de Ferro - celebra hoje 85 anos.

Bom apetite


Finalmente, pois já não era sem tempo, começam a ser criadas condições para que aos produtos açorianos lhes seja dada a dimensão que lhes é devida, neste mundo que alguns, teimosamente, querem tornar igual e pequenino.

Traga-se quem se trouxer, sejam eles produtores vitivinícolas, seus distribuidores, Chefs e até mesmo «os primeiros turistas a virem propositadamente com pacotes criados exclusivamente para este evento», este festival tem que desenvolver o firme propósito de mostrar que, nos Açores, o palato, até nas iguarias mais revisitadas, descobre - sempre - sabores novos (!).

Sejam os vinhos insulares (que nos Açores estão cada vez melhor) sejam os vinhos continentais, a verdade é que devemos procurar fazer com que a sua prova por cá saiba melhor e deixar que a nossa matéria-prima melhor inspire os Chefs a provocarem os nossos sentidos.

Por isso, já sabe: Deixe-se tentar, sem preconceitos, no pavilhão das Portas do Mar, este fim-de-semana e, para os comensais de culto, com um onomatopaico chiiiuuu, fica a informação ultra-secreta: a mana vai lá estar com o Chef André Magalhães do Clube de Jornalistas, que, entre muitas coisas deliciosas, faz um referenciável carpaccio de atum dos Açores.

Conduza-se pelo pavilhão com determinação e, depois, deixe-se conduzir, suavemente, até casa ;)

terça-feira, outubro 12

segunda-feira, outubro 11

«Red Road»

2ª feira é de dia sessão de cineclubismo, no mesmo lugar e à mesma hora.

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foto do FiatLux
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"Não sei qual foi o investimento efectuado nem quais as razões que presidiram à execução de tal caminho, cujo impacte ambiental tem sido amplamente discutido. A Fajã do Calhau é uma zona de alto risco, tal como se encontra definido no Plano Municipal de Emergência da Povoação, mas dado que a sua ocupação se restringe a determinadas épocas do ano, não me parece ser uma intervenção prioritária. "
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Disse-o hoje o ex-Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos ao Açoriano Oriental...que é como quem diz, delicadamente, que aquilo foi obra feita a olho, sem se saber quanto custaria, apenas para servir de funpark aos amigos...do calhau.
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quinta-feira, outubro 7

Inaugura

Hoje na Fonseca Macedo.

Bandeiras

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Os herdeiros dos Buiças, republicanos e jacobinos, juntaram-se em jubilosa esperança para a missa laica do centenário. Comemorou-se o primeiro século da república sob o lustro das celebrações oficiais que não esconderam o descontentamento e a desilusão popular. Tal como os republicanos de antanho também hoje subsistem aqueles que são cúmplices na mentira de que a revolução de 5 de Outubro foi o marco fundacional da nossa Democracia. Porém, esta mentira perpetrada, por ignorância ou má-fé, não se transformará em verdade pela força da sua repetição. A dita revolução republicana foi buscar ao ressentimento do "ultimatum" de 1890 – ( daí na versão inicial da Portuguesa se ler "contra os Bretões" onde hoje constam "canhões" !) – o combustível para a génese de um regime que, por oposição ao modelo Britânico, seria anti-liberal e centrado num partido único : o republicano. Neste centenário celebrar-se o 5 de Outubro de 1910 equivale a celebrar décadas de obscurantismo, ditadura e de decadência da Pátria. A dita revolução igualitária do 5 de Outubro, engendrada por alguns oficiais e sargentos afectos ao Partido Republicano Português, fundado no limiar da crise do "ultimatum", arredou a monarquia constitucional, na qual o Rei, enquanto Chefe de Estado, era o árbitro do regime, para instituir um regime no qual o Estado era propriedade exclusiva do Partido Republicano. Que nome se dá a este regime nas aulas de cidadania dos nossos jovens ? Perpetuando a mitomania e a ignorância encartada certamente que é rotulado, por conveniência, de regime democrático. Esta mentira encerra ainda a premissa de regime de que apenas a república é sinónimo de democracia o que, paradoxalmente, se desmente com a verdade histórica da nossa república ! Efectivamente, em 1910 os republicanos instituíram uma Assembleia fundada em duvidosa legitimidade democrática. Mesmo depois da conveniente encenação de eleições, apenas com candidatos visados pelo Partido Republicano, o voto censitário restrito aos "homens livres", que excluiu mulheres e as populações rurais com o pretexto do "analfabetismo", importou uma perda da legitimação do poder dada a erosão da representatividade. Os factos históricos falam por si : sob a monarquia tinham participado nas suas penúltimas eleições cerca de 33% de eleitores ; nas últimas eleições da I república esse número caiu para metade ! Explicam esses factos entre outros a limitação "democrática" que reduziu, da monarquia para a república, o direito de voto dos 72 % para os 30 %. Neste clima de liberdade e democracia importava ainda perseguir o catolicismo, o que se fez com os mais vis ataques à liberdade religiosa. Em suma : Portugal ainda hoje está a pagar a factura do 5 de Outubro de 1910. Até nas contas públicas esse legado pesa e passa de geração em geração, mas foi na I república que se atingiram recordes de inflação, evasão fiscal, e conflitualidade laboral. Como consequência : nova intervenção militar – ( sempre os militares em 1910, 1926 e 1974 ) – que nos atirou para o Estado Novo, e o resto da história é o que se sabe. Cem anos depois celebramos o quê ? A mesma bandeira dos jacobinos da I república, dos devotos de Salazar da II república, e a dos capitães de Abril da III república que hoje se dilui numa crise de regime numa Pátria que ainda o é, apesar de ter hipotecado a sua independência a outras bandeiras.
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João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

quarta-feira, outubro 6

terça-feira, outubro 5

Agora a sério. Que dia é hoje?

Fica, neste dia alto da RE(S)PÚBLICA, uma singela homenagem a todos aqueles que, por estes dias republicanos, só metem água.

segunda-feira, outubro 4

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Boletim clínico do estado de saúde, débil e caquético, da república em vésperas do seu centenário :
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"O rolo compressor da Corrupção, a tetraplegia da Justiça, a desumanização da Saúde, a idiotia obrigatória da (des)Educação, o letargo da Economia, a continental falcatrua da Moeda Única, a macrocefalia terraplanadora da Bola, as garraiadas maçónicopusdei da Banca, a sordidez vampiresca das Grandes Obras Públicas, o assoreamento maninho das Pescas, o despovoamento genocida da Agricultura, a criadagem da Comunicação Social, a roubalheira impune das Finanças, a mentira manhosa da Formação Profissional, o preço do Bacalhau, a maltosa das Farinhas, a inocência do Padre (perdão, do Carlos) Cruz, aquela Casa ser mais uma pia do que Pia, os dez milhões de poetas que infestam o Facebook à hora de expediente, o treinador do Sporting nem sobrancelhas ter quanto mais hipóteses, a canalha que carteliza as Gasolineiras, a impunidade do Tubarão e o vais-de-cana-ó-Carapau, a frivolidade da gentalha que alvarmente escouceia pela Pantalha Televisiva, os bem-dispostos-por-profissão da Rádio, o Fado Monárquico-Marialvo-Tauromáquico, a vacuidade da Moda, as abencerragens do Pimba e a ponte de Constança já nos não trazer às Portas do Sol – tudo isto e estes todos tornam o País mais pedinte e mais invernoso.Mas tirando estes e tirando isto, é um sítio maravilhoso"
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por Cão no Tapornumporco

Aviso à navegação

O header destes dias foi retirado do El Metronauta, um blog da responsabilidade de um fotojornalista madrileno que em Agosto visitou a ilha de São Miguel. E sobre a qual escreveu: «(...) un paraíso incontaminado y casi virgen». Pelos vistos, aos olhos de quem nos visita, aquilo que temos é bom e recomenda-se.

sábado, outubro 2

Por uma questão de educação


Ora aqui está uma óptima ferramenta de trabalho para aqueles que não sabem manter a compostura.
E não são poucos. Diga-se de passagem.

Concerto dos Laureados - PJM 2010

Esta noite, por várias razões e mais algumas, todos os caminhos vão dar ao Teatro.

A entrada é livre. No entanto, será conveniente o levantamento antecipado do(s) bilhete(s).

O Prémio Jovens Músicos é uma iniciativa da Antena 2.

sexta-feira, outubro 1

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Um cartoon politicamente incorrecto num tempo em que as mulheres trabalhavam e os homens, de plateia, fumavam. Hoje a política de género e o policiamento do tabagismo -(que se aplaude)- não teriam qualquer teor de tolerância para um comercial destes. A trupe dos flinstones completou meio século de vida, e outros tantos, no baú das memórias dos baby-boomers.

Angrajazz » 01 a 04 Out'10

Arranja hoje o 12º Angrajazz que apesar de 'regional' é, actualmente, cartaz de referência no panorama nacional.

A promoção turística dos Açores também se faz por aqui, pela promoção de eventos culturais que deixam 'marca'.