sábado, dezembro 31

reveillon


A partir de determinada marca da fita do tempo começamos praticar esse sport radical da existência que é o downhill. Uma inevitabilidade biológica à qual temos que nos conformar. Assim como nos conformamos à inevitabilidade cronológica de mais um ano que inumamos. Para a melhor juventude ele passa lentamente ; Para outros foi consumido no afunilamento do tempo como se tivéssemos sido metidos num acelerador de partículas. Elementares são sempre as pessoas que acrescentam valor às nossas vidas. Aquelas que descobrimos ou que se revelam nesse imenso oceano inexplorado que é a coincidência de nos cruzarmos com quem afinal merece mesmo o nosso tempo. Aos demais, idiotas (para ser generoso) e a todas aquelas "criaturas" de quem nos desabituamos, aqueles viperinos animais que nos decepcionaram ou aquelas vegetativas personnas que não cumpriram os serviços mínimos da lealdade que lhes demos, deixo este festivo postal a ilustrar o que vos desejo.




Aos demais boas entradas em 2012 num reveillon agridoce como um tsunami emocional. Xmas is gone, o reveillon está por um fio, e em breve poderemos regressar ao mar plácido da rotina

Faltam só 366 dias.

Vamos lá passar isto da melhor maneira possível.

A seguir, com +/- atenção



Fica ao vosso critério, sendo que ensopado de Borrego feito nos Açores, só mesmo por uma descendente de alentejanos que eu cá conheço: Isabel, de seu nome.

"The Soaked Lamb" singing Black Coffee

Coca Cola... Qual Coca Cola?





Sabe bem ter vizinhos destes

sexta-feira, dezembro 30

A descobrir em 2012 - para os que puderem, é claro!


Tripadvisor’s 15 destinations on the rise
1. Tallinn, Estónia
2. Riga, Letónia
3. Moscovo, Rússia
4. Zurique, Suíça
5. Fethiye, Turquia
6. Seminyak, Indonésia
7. Vilnius, Lituânia
8. Austin, Texas, EUA
9. Chania Town, Grécia
10. Chaweng, Tailândia
11. Bordeaux, França
12. San Sebastian – Donostia, Espanha
13. Lyon, França
14. Essaouira, Marrocos
15. Mendoza, Argentina

Apertar o cinto, de novo.


A lembrar outros tempos e outros vultos da nossa jovem Democracia.

Imagem retirada daqui e com a devida vénia

Visões achatadas...

de uma realidade protuberante.

"A ode ao empreendedorismo sob a mistificação da 'crise como oportunidade' labora no vício neoliberal da competição individualista, do 'salve-se quem puder'. A crise é uma oportunidade, isso sim, para acabar com a lógica predatória cumprida e incitada pelo empreendimento capitalista. Uma oportunidade para a revolução. Empreendedorismo o caralho."

Empreendedorismo
por Bruno Sena Martins

quinta-feira, dezembro 29

Beirando o ano novo...

e apesar de outras opiniões, permitam-me uma certa... ingenuidade.

...Eu hoje deitei-me assim !



Reproduzo, acrescento, e dou um tunninguezito no comment do post downunder : Com o devido respeito, que é muito, "F.U.C.K." (citando com hagiográfica reverência esse venerável e morto American Prayer) !!! Ninguém curtiu os Arcade Fire ??? Ninguém comentou o video original e suburbano ??? Se o post fosse uma reflexão sobre a "espuma dos dias" ou algo mais elaborado : ZERO comments. Fica uma coisa ligeira mas de sublime qualidade, como o novo vídeo dos AF, e os comments disparam noutra direcção. Há momentos surrealistas e esquizofrénicos em repeat, é certo, mas há limites para a paciência. Recordo tantas vezes que mesmo um postal a transbordar de molho à regional, com pimenta da terra e guarnição completa, não move quaisquer comentários. Talvez o façam noutros salões ! Outras vezes comentam-no no gaveto da esquina. Enfim, mas com absoluto fairplay e sans rancune : Viva a Liberdade de expressão e também de demissão...em resposta a alguém aí em cima (na caixa de comments) é VERDADE sim Senhor é preciso um : Ilhas NOVO - (e não foi por falta de esforço da minha parte e do Alexandre Pascoal em convidar outros escribas que aqui chegamos) - e por essas e por outras razões, outras bem pessoais que não vou desfiar para os mirones, que esta coisa não é um facebook, em 2012 estou de saída, (já o devia ter feito este ano e não julguem os comentadeiros do costume que é algo de pessoal com eles ! Não valem tanto), mas só depois de cumprir dois seriados : Terminar o "Ironic" e iniciar e findar o "9 Ilhas de Evasão". É como se diz em Direito uma condição resolutiva a termo incerto (assim de cor, e citando de memória, mas sujeito a melhor lição de um qualquer gargantilha de serviço). Ponto. "
...
Dito isto, sóbria e friamente, reconheço que passei há muito do estado da tolerância racional para um indigesto emocional que me causa profundo tédio. Uma pena esta deriva ; mas é mesmo assim. Posso procrastinar uma resolução por mais tempo do que deveria em benefício próprio na minha vida (como esta por exemplo), mas depois de a cimentar, e deixar arrefecer, tomo-a por definitiva. É um modo de ser "exagerado". Bato com a porta e não fico a remoer pelas janelas que não se abriram…keep on moving. Keep on passing the open windows...é o que faço. Entregues aos leitores os seriados supra referidos tardará em meter a carga nos contentores, arrumar o arquivo morto deste JNAS blogger, meter pata a fundo e acertar o retrovisor para um último glimpse ao que fica para trás e, com um esgar de gozo e prazer, sentenciar : "Hasta La Vista Baby !".

Não nos podemos esquecer...

de ir aos treinos, pá.

terça-feira, dezembro 27

...for quirky people !


"Every man had his own quirks and twists" disse em tempos uma Lady das Letras...and "people are strange" disse-o um Deus. Seja como for, povoado de criaturas bizarras macrocéfalas, outras presas em máscaras de papier mâché, e uma dançante e emplumada Régine Chassagne, dos Arcade Fire, assim se monta o novo video da banda com direito a site com versão inter-activa



Budget Travel(ing)

Açores considerados Destino do Ano

A revista de viagens norte-americana Budget Travel elegeu os Açores como o destino número um a visitar em 2012.

No seu guia anual de viagens para os destinos mais apelativos e, ao mesmo tempo, económicos, a revista de viagens norte-americana Budget Travel elegeu os Açores como o destino número um a visitar em 2012.

A beleza das ilhas foi um dos atributos mais destacados pela publicação, que sublinhou, também, os preços convidativos dos hotéis de categorias mais elevadas, bem como a existência de pacotes de viagens atrativos com ligações aéreas a partir de Boston e ligações entre as ilhas do Arquipélago.

Azores
Why in 2012: This chain of nine volcanic islands lies 930 miles off the coast of Lisbon, but the distance hasn't spared Azores, an autonomous region of Portugal, from the mainland's economic troubles—which means big bargains for American travelers. Hotel rates across Portugal have slid since 2010, with five-star hotel rooms averaging a mere $112 per night, and the Azores, which are dotted with baroque churches, black-sand beaches, and crater lakes, are no exception. To lure visitors, Boston-based charter airline Azores Express is offering deeply discounted hotel-and-air packages through fall 2012

segunda-feira, dezembro 26

"envelheceu vagarosamente"

...

...
Live at the Apollo, há dez anos em Londres, para uma canção intemporal na minha private OST.
...
All of those people
Everywhere
Ever so needing
Where's it all leading
Tell me where
Nothing insincere
I'd better have pity
I'd better go easy
I never will lay down
While my heart is still beating
Where's it all leading
Walk on air
Am I still dreaming
Words to spare
Lost in their meaning
I'd better be strong now
I'd better stop dreaming
My heart has flown away now
Will it never stop ble
eding'
No final da semana passada, recebi, na minha caixa de correio, a newsletter de um dos nossos ilustres deputados regionais, gentileza que agradeço desde já.

Por razões que considerarão óbvias, interessou-me a sua intervenção no âmbito da discussão do Plano e Orçamento de 2012, intitulada "Políticas de Promoção, Turismo e Acessibilidades” e a propósito desta interessante temática que, simultaneamente, nos tem apaixonado e deixado perplexos, digo-vos que gostaria tanto que o Turismo pudesse merecer, de facto, honras de “novo ciclo da economia açoriana” mas, acho que todos nós já devemos ter percebido, entretanto, que tal não é sequer desejável.

O turismo não pode ser visto como um sector económico independente na nossa frágil economia insular, sobretudo em função da nossa baixa densidade populacional, dispersão geográfica, clima e distância que nos separa dos que podem estar eventualmente interessados no que temos para oferecer (e não me refiro só ao nível turístico). Em vez disso e comparando a nossa economia a um trapézio, o turismo tem que ser trabalhado como um vector orientado no mesmo sentido do seu paralelo, visando encontrar o equilíbrio que permita sustentar a nossa vida aqui nestes 9 oásis do deserto Atlântico.

Pode, contudo, o ilustre tribuno considerar que esta afirmação não seja “um contributo útil, prático, objectivo e sobretudo concretizável” mas, terá que concordar que é muito mais do que “meros chavões e frases-feitas”.

Certo e inegável, apesar do bonito trabalho aqui feito, é o sector encontrar-se isolado, com os tornozelos inchados dos entorses sofridos e a precisar de uma intervenção cardiovascular, sendo que a expressão “Trazermos mais turistas para os Açores” – apresentada como solução para os problemas do sector – nos coloca no mesmo patamar em que se encontrava o Algarve há uns anos atrás, situação que, à boca cheia, dissemos estar em posição de evitar, começando só então.


imagem daqui

sábado, dezembro 24

Afinal, a eloquência do nosso Primeiro pode ter raiz

No entanto, é mais provável que, a pegar, seja de galho. E, com jeito, na cabeça daqueles que julgam que se deve viver a vida sentado à espera que as coisas aconteçam e o dinheiro lhes entre em casa.

Apesar de tudo, pergunto-me se o governo transporta para estas tristes afirmações sobre a emigração o critério aplicado à internacionalização das empresas portuguesas: Subsídios para a exportação. Pode ser que se faça negócio, não acham?

sexta-feira, dezembro 23

Faite la fête s'il vous plait

Nem sempre é quando um homem quer, afinal

Por cá, há órfãos e os pais dos mesmos. Todos metidos ao barulho, no mar da prata, onde o peixe agora é de bronze.
Há também pessoas que, cá, nunca jantarão, por dizerem – no ditado – a verdade. Outras, quartadas, tardam em revelá-la.
Os espelhos dos palácios fogem pelas paredes dos seus corredores, para não mostrarem as faces desprovidas da honra que, noutros tempos, os povoava.

Em Portugal, alinha-se não pela direita ou pela esquerda mas sim pela troika que, por cá, brilhante e poupadinha, já dá nome a bifes. Em Espanha mais um especialista acordou para a crise da Europa e diz que mais um – dos da constelação às escuras – viveu como rico e, do outro lado da estrada, em terras da velha rainha, a palavra de ordem no sector da hospitalidade (como também nós o devíamos interiorizar) é: DESBUROCRATIZAR! Qual “Grito do Epiranga” contra os lindos e asseadinhos tecnocratas de Bruxelas, que nos têm feito a folha a todos, retirando-nos a nossa identidade e respectivas idiossincrasias.

Mas, como se diz que o Natal é quando um homem quiser, pergunto-me quando irá ele aparecer neste presépio que, de tão pobre, está cada vez mais a preceito. Fiquem, pois, com esta pérola e digam-me de vossa justiça.

quinta-feira, dezembro 22



(Ilust. de Cruzeiro Seixas)




Quando a realidade supera a ficção apenas dela nos conseguimos aproximar emocionalmente pela veia do surrealismo. O surreal que ilustra o absurdo e o desconcerto do mundo. Mesmo quando "esse mundo" é uma sala de espera, um "banco de urgência", uma "antecâmara" para diagnósticos da estação ou "secretaria" para inesperadas certidões de óbito colhidas de véspera. Observa-se com olhar de "documentarista" e aquilo não é um episódio da "Anatomia de Grey". Escuta-se com ouvido melómano e imagina-se que a banda sonora poderia ser surdamente decorada com uma partitura de Bartók.


Mas é apenas "uma sala de espera", com a "Popota e a Leopoldina" em dueto no LCD que emoldura um dos cantos da divisão, onde se desespera "horas a fio" com uma pulseira de triagem que, por ser de prioridade mínima, nos permite ficar de plateia como espectadores de vidas alheias. É apenas um local de trabalho onde o ofício é a Medicina, mas sem o "Dr. House" e os seus acólitos para nos divertir. De contrário os restantes actores e figurantes estão ali involuntariamente apenas para nos deprimir. A começar pelo parqueamento de doentes idosos acamados, ou em duas rodas, à espera do inadiável, embrulhados no seu próprio odor que se cola, sem o querermos, na nossa roupa. Um serviço onde trabalha gente decente sob os impropérios de quem lá quer saber das "metodologias da triagem de Manchester" e julga-se estar no talho do hiper onde tira um ticket que cauciona a sua prioridade pela ordem de chegada. Um hospital é assim como que um terminal humano de uma cidade. Um entreposto por onde se passa sem vontade. Um postal ilustrado de uma sociedade onde impera tantas e recorrentes vezes o abandono, a solidão, e a ingratidão. Um quadro da insensibilidade humana a começar pelos doentes que argúem a gravidade das maleitas uns dos outros para se expedirem o mais rápido possível a caminho da farmácia comparticipada.


Há altercações com a polícia e carpideiras de improviso. Crianças desorientadas e abafadas. Registos de ocorrências rodoviárias que seguem para agentes de seguros ou funerários. Labregagem que, por uma unha encravada, disputa a escala do médico de serviço, desanca nos auxiliares, e "amanda" perdigotos de indignação aos enfermeiros. Há ali de tudo numa triste comédia da condição humana nesta cidade ou em qualquer outra. Como poderia ser naquela cidade imaginária de "Palaguin" que a minha memória surrealista, e bizarra, repescou durante o ócio da espera. Perdido na névoa do surrealismo dei por mim ancorado no refrão repetido do poema de Carlos Eurico da Costa: "havia dramas e histórias de era uma vez ; havia hospitais repletos".


Nessa cidade que não existe à superfície o psicanalista surrealista debitava :
...
Na cidade de Palagüin
o dinheiro corrente eram olhos de crianças.
Em todas as ruas havia um bordel
e uma multidão de prostitutas
frequentava aos grupos casas de chá.

Havia dramas e histórias de era uma vez
havia hospitais repletos:
o pus escorria da porta para as valetas.

Havia janelas nunca abertas
e prisões descomunais sem portas.
Havia gente de bem a vagabundear
com a barba crescida.

Havia cães enormes e famélicos
a devorar mortos insepultos e voantes.

Havia três agências funerárias
em todos os locais de turismo da cidade.

Havia gente a beber sofregamente
a água dos esgotos e das poças.

Havia um corpo de bombeiros
que lançava nas chamas gasolina.

Havia ardinas a anunciar
a falência do jornal que vendiam;

Havia cinemas: o preço de entrada
era o sexo de um adolescente

Havia um trust bem organizado
Para a exploração do homossexualismo.

Havia leiteiros que ao alvorecer
distribuíam sangue quente ao domicílio.”
...
"Havia"


havia(…)muito mais no poema do surrealista lusitano mas, entretanto, o meu nome, tão português, repetiu-se em audível eco de segunda chamada na voz metálica que me ordenava que descesse ao mundo real, mais concretamente, ao gabinete médico número 7. Plácida e ordeiramente esperei pela minha vez que finalmente chegara. Depois de visto e revisto, à saída, dei o meu número de beneficiário da ADSE, entregaram-me uma declaração de presença, recibo da taxa moderadora e, o mais importante, o carimbo na receita para aviar o xarope para a tosse. Estava pronto para outras "variações"… aliás não era o António Variações que cantarolava "Se não passa com aguardente toma um comprimido que isso passa" ? Entretanto, Boas Festas...onde quiserem.

quarta-feira, dezembro 21

Rules and Regulations ?

...
"A grande dificuldade que se coloca é que não basta viver exactamente segundo a norma. De facto, consegue-se até (ora com justiça, uma justiça extrema, dentro do possível) viver mediante as regras. As contribuições em dia. As facturas pagas a tempo. Nunca andar sem bilhete de identidade (e a pochette de estimação para os cartões de crédito !...). Contudo, não se cultivam amizades." (Michel Houellebecq.) Que fazer então? Talvez escrever ! Como ? Quando se está em bloqueio ou "writer’s block" para usar a taxonomia da praxe ? Além disso, "a escrita não reconforta quase nada. A escrita descreve, delimita. Introduz uma suspeição de coerência, a ideia de realismo. Remexe-se ainda submerso numa bruma violenta, embora existam alguns sinais, o caos está ao virar da esquina. Em boa verdade é um reconforto indolente. Que contraste com o poder absoluto, milagroso, o da leitura" (idem). Ler ? Talvez !

segunda-feira, dezembro 19

Tempus fugit...

...

...
Ticking away the moments that make up a dull day
Fritter and waste the hours in an offhand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
And you are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

And you run and you run to catch up with the sun, but it's sinking
Racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older

Shorter of breath and one day closer to death

Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the English way
The time is gone, the song is over, thought I'd something more to say

domingo, dezembro 18

...Eu hoje deitei-me assim !

...
Este é um dos meus discos do ano ! Um best of de 30 anos de carreira, mas ainda assim com direito a canções inéditas, como esta "We all go back to where we belong" aqui num dos videos oficiais disponíveis à escolha.
...


quinta-feira, dezembro 15

Agente Provocador



Esta 5ª feira o Agente Provocador reúne para se despedir de 2011 e para eleger os melhores discos de 2011, numa emissão conduzida por Herberto Quaresma com João Nuno Almeida e Sousa e Alexandre Pascoal.

A actualidade musical e 'mundana' para ouvir em directo na Antena 3 - Açores, a partir das 22h00, nas seguintes frequências:

S. Miguel 87,7 MHz
Terceira 103,0 MHz / 103,9 MHz
Faial 102,7 MHz

...Eu hoje deitei-me assim !

...

...
Lana Del Rey é uma das revelações do ano com um breve mas incontornável EP. Em preview do que será o full CD aqui fica o video do upcoming single "Born to Die". Absolutamente irrepreensível no som, na imagem e no enredo barroco no seu habitual registo de uma memória fictícia de Hollywood.

quarta-feira, dezembro 14

A primeira PKN dos Açores acontece hoje em Ponta Delgada, no Salão Nobre do Teatro Micaelense com início marcado para as 20h20!
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José António Rodrigues - Fotografia
Paulo Lima - Arquitectura
Patrícia Carreiro - Escrita Criativa
Samuel Andadre - Cinema
Luís Rego - Criatividade na Cozinha e na Publicidade
Maria João Gouveia - Dança

INTERVALO

Marcelo Borges - Fotografia
Mário Roberto - Fotografia
Jorge Soares - Design
Susana Catarina Martins - Crowdfunding
Maria Simões - Teatro
Jesse James e Diana Sousa - Arte Urbana
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Apareçam!

terça-feira, dezembro 13

Parabéns!

Mais um tubarão e um prémio no Epson World Shootout para o Nuno Sá.

PECHA KUCHA AÇORES #1


A primeira PKN dos Açores acontece amanhã em Ponta Delgada, no Salão Nobre do Teatro Micaelense com início marcado para as 20h20!

Apareçam!



...Emergir

Anda um homem a evadir-se de uma certa personna que expôs como JNAS, apesar de ser atiçado, daqui e dali, para a habitual dose de mordacidade para deleite alheio. Anda um homem a fazer pela vida entregue ao labor e a cumprir, nas horas vagas, com os seus rituais em louvor da velha máxima anima sana in corpore sano. Tudo isto sem incomodar ninguém ! Anda um homem a fazer um doloso, e doloroso, esforço para ser contemporizador com a máscara social em que vive, transigindo, com serenidade forçada, que se não pode mudar as regras só lhe restam duas alternativas : ignorar as mesmas e sair de jogo ou passar do estado de "negação" ao estado de "aceitação". Anda um homem a tentar ser um "bom rapaz", cortês e formatado pelas regras da urbanidade, e … depois escangalha-se tudo com um acto interior de puro asco, nojo, e indignação com certas gamelas onde outros comem e aplaudem a pedir mais. Está assim um homem silente no seu casulo, sem panfletos "assertivos, polémicos e provocadores", - por exemplo no Açoriano Oriental que generosamente me recebeu sempre às segundas -, quando inesperadamente no areópago da celebração das 100 Maiores empresas dos Açores se sente, enquanto Açoriano Autonomista (com um gene Independentista), insultado.

Um homem assim não pode deixar de emergir.

Não deixar de vir à superfície e de se indignar com a letargia a que chegou a cidadania desta Autonomia. É o que faço, apenas para poder respirar libertando a pressão de um enxovalho que me deixou menente. Faço-o por mim. Faço-o sabendo-o um acto inconsequente e perdido aqui neste blog ilhéu…mas ainda assim, se não o fizer, serei um plácido e adestrado cúmplice dessa "fantochada". Vem isto a propósito de ver escarrapachado no decálogo de honra das 10 melhores empresas dos Açores, na edição das 100 maiores de 2010 do Açoriano Oriental, esse alien entre nós que se denomina "Euroscut Açores". "Eles" que nem são de cá e são uma corporação de "portugueses" e "espanhóis" a soldo de uma obra de regime que deixa uma enorme cicatriz ambiental, social e económica na Ilha de São Miguel. Tudo isto credenciado por um emérito quadro de honra de notáveis tecnocratas do centrão e com um júri credibilizado pela validação de uma equipa da Baker Tilly (fica sempre bem avençar uma empresa de fora para acreditar o que por cá se faz). A "Euroscut Açores" com os seus 15 trabalhadores obteve, cum laudae, resultados de excelência que a colocam no ranking não das 10 maiores empresas "Açorianas" mas, note-se bem, das 10 melhores ! Nos critérios escolhidos para análise das melhores empresas teve notáveis desempenhos nos parâmetros "crescimento do volume de negócios", "solvabilidade" e "produtividade". Claro que a "satisfação dos clientes" não é um parâmetro económico e por isso não conta. Também não conta a atitude de colonia desses senhores que tomaram posse das nossas terras, com o aval do Governo Regional, e como entidade expropriante ofereceram indemnizações de esbulho por metro quadrado que faziam lembrar as bugigangas sem valor que os "bandeirantes" ofereciam aos índios em troca do ouro e das suas terras. Também não conta a "soberba", a "arrogância", e a "prepotência" com que atravessaram esta ilha e os prejuízos que causaram amiúde em “arraia miúda” que, de quando em vez, até ilustrou uma ou outra notícia do mesmo Açoriano Oriental. Sim ! Falamos da mesma empresa que vai ter durante 30 anos um "pipeline" do Orçamento Regional para a alimentar pela concessão da pista de Fórmula 1 para o Nordeste e come-back do mesmo após breve pit-stop na respectiva rotunda ! Noutros tempos uma ignomínia destas à "alma" Açoriana seria rechaçada sem dó nem piedade. Nos tempos que correm de "vendidos" e "hipotecados" a "alma" Açoriana já foi penhorada ao demo do capital. Sic transit gloria mundi. Com amigos destes para que precisa sequer a Autonomia de "inimigos" de Lisboa se já dorme com os de cá ? Com "colaboracionismo" deste calibre quem defende a nossa Bandeira Azul e Branca ? Claro que todos saudaram a distinção com efusivas palmas…ou quase todos. Eu não ! Mas que pode um homem isolado fazer ? Apenas emergir da sua indignação e, no mínimo, deixar registo escrito da mesma na espuma dos dias.

segunda-feira, dezembro 12

HOJE, 12/12 > 21h30 > 9500 CINECLUBE


O TIO BOONMEE QUE SE LEMBRA DAS SUAS VIDAS ANTERIORES de APICHATPONG WEERASETHAKUL
REINO UNIDO, TAILÂNDIA, ALEMANHA, FRANÇA E ESPANHA - 2010 - 113' - cor | M/12

Palma de Ouro – Festival de Cannes 2010

domingo, dezembro 11

sábado, dezembro 10

...Eu hoje deitei-me assim !



"a paixão podia ser retratada com uma única palavra - um olhar"
Ian McEwan - Expiação


quinta-feira, dezembro 8

HOJE, 9/12 > 21h30 > 9500 CINECLUBE


FLEURETTE de SÉRGIO TRÉFAUT
PORTUGAL - 2002 - 80´- cor | M/6

[COM A PRESENÇA DO REALIZADOR]

(...)
Neste filme procurei responder a três pequenas perguntas:
- Será que conhecemos as pessoas que nos são próximas?
- Será que as queremos conhecer?
- E elas? Querem que nós as conheçamos?

É hora (!) e o tempo urge.

Tenho estado a pensar (com os meus botões, é claro) que toda esta engenhoca da mudança geracional está muito bem urdida:
- Primeiro, fala-se que o escolhido é rapaz novo;
- A seguir, deixa-se saber que as sondagens até davam outro vencedor, sacrificado, agora, em prol de uma convicção e de um desiderato maior;
- Depois, remata-se com a ética republicana e julgamos ter sido jogada a última cartada.

Enfim, um acto supostamente heróico e altruísta que as nossas almas bondosas depressa apelidaram de magnânimo e de fora deste mundo. E, no entanto, outros, que não se esquecem de “estórias” de uma história-mais-ou-menos-recente-mas-certamente-contemporânea, não deixarão de perguntar que raio de afinação de rota é esta, que faz com que não bata a bota com a perdigota.

A nossa falta não é a de um artista malabarista. De facto, a nossa grande falta é a falta de memória, cuja ausência nos impede de estabelecer fortes paralelismos com o passado e procurar medir as suas implicações no futuro.

Apesar de todas as eventuais divagações sobre a matéria, certo é o facto das gerações nunca em si terem encerrado a única solução para todo e qualquer problema, seja de que índole for (todos se lembrarão da substituição em Itália de “velhos” por “mais velhos” ainda (provavelmente, cada um com a sua dieta), só para se acalmar os mercados – argumento que, por estas bandas, ainda não foi utilizado -, como se o povo não soubesse que «peixe não puxa carroça».

É certo e sabido que o povo sabe também que «em casa de pouco pão, todos ralham e ninguém tem razão», constatando diariamente que a inteligência não pode ser substituída pela força, que a experiência precisa da tenacidade, que a coerência não permite o laxismo e que a bondade não deve dar lugar à condescendência.

Uns verão nestas palavras uma idiotice pegada, outros poderão incensá-las mas, no entanto, elas procuram constituir-se na tentativa de desmitificação do manto com o qual nos procuram envolver e na tentativa de esboçar a reposta que, aparentemente, ninguém ousa dar.

É hora de pegar no leme. É hora de apontar baterias aos barcos desta raça de piratas, camaleões que nos ofuscam com as estonteantes cores das suas ilusórias promessas. É também hora - no caso, difícil – para todos os quadrantes políticos, pois, a situação do país – e da região também – não está para graças, na qual as meras reacções e as banais erupções cutâneas deixaram de ser suficientes.

Desenganem-se todos aqueles que se deixaram convencer que a hora, agora, é a do jovem e não se riam os que pensam ser a da velha senhora. Pois é. Os tempos estão difíceis e, de facto, podem continuar a piorar.

A hora é de mostrar uma estratégia concertada para nos tirar deste fosso, devendo procurar articular as riquezas e mais-valias de ambas as gerações, para que o paradoxo não se transforme no paradigma, porreiro para aqueles que vivem a vida a passearem-se por cima das dificuldades, conculcando todos aqueles que, num de dia de sol, cheio de radiosa esperança, os nomearam para seus representantes.

Não estranhem. Vem tudo isto a propósito da tomada da Bastilha…

TAKE MANOEL DE OLIVEIRA


X Concurso de Expressão Plástica "Take Manoel de Oliveira"
para escolas com o apoio dos cineclubes locais.

O 9500 Cineclube está disponível para colaborar com todas as escolas.

Notas aqui > e regulamento aqui >

quarta-feira, dezembro 7



PHARMACIA CLUB ABRE HOJE



CLINT EASTWOOD POR INEZ VAN LAMSWEERDE E VINOODH MATADIN

DIA 09 - 21h30
FLEURETTE de SÉRGIO TRÉFAUT
[COM A PRESENÇA DO REALIZADOR]

DIA 10 - 16h00
PREMIADOS CINANIMA 2011 > ANIMAÇÃO

DIA 12 - 21h30
O TIO BOONMEE QUE SE LEMBRA DAS SUAS VIDAS ANTERIORES de APICHATPONG WEERASETHAKUL
[Palma de Ouro – Festival de Cannes 2010]

domingo, dezembro 4

...Eu hoje deitei-me assim !

...

...
My Beautiful Dark Twisted Fantasy de Kanye West foi lançado há um ano e ainda chegou a tempo de ser para muitos, myself included, o melhor disco do ano de 2010. Um clássico moderno e um daqueles discos definitivos na minha banda sonora. Absolutamente indispensável. Exagerado ? Sim. Desmesurado ? Claro ! Viciante ? Definitivamente. Uma obra-prima ? Essa era já uma pergunta retórica. Aqui fica o filme realizado por Kanye West com uma fantasia barroca e operática para uma compilação de canções do magistral MBDTF. Longo, mas a merecer ser visto e degustado sem penas.

sábado, dezembro 3

ANIMANDO!

Hunger - Peter Foldès (1973)

ANIMANDO!


The Backwater Gospel - Bo Mathorne (2011)

ANIMANDO!


Rumbleseat - Mike Roberts(2011)

Um jovem cuja vida acabou de terminar num inflamado acidente de viação é guiado por quatro espectros de uma banda rockabilly que o levam, através de um submundo de almas perdidas, para o céu ou para o inferno